Erek no Sindicato dos Metroviários de SP em 2016

Fábio Bosco, metroviário aposentado da Linha 3

O condutor de ônibus norte-americano e dirigente sindical do ATU 241 (Amalgamated Transit Union), Erek Slater, foi punido pela empresa estatal de transportes coletivos de Chicago CTA (Chicago Transit Authority) por organizar seus colegas motoristas na garagem de North Park em Chicago a se recusar a transportar forças policiais ou manifestantes presos para as delegacias de polícia.

Na sexta-feira, dia 5 de junho, ao chegar ao trabalho, Erek foi afastado em processo administrativo que pode levar à demissão por debater em 31 de maio com seus colegas de trabalho sobre recusar o transporte de forças de repressão e de manifestantes presos em protestos legítimos contra a violência policial a partir do assassinato do segurança negro George Floyd por policiais racistas em Minneapolis.

Erek argumenta que esse tipo de transporte não é função dos motoristas de ônibus e que representa uma ruptura da solidariedade de classe com “nossas famílias e vizinhos que estão nas ruas em luta contra o racismo”.

Chicago é a terceira maior cidade do país. Sua prefeita é a democrata afro-americana Lori Lightfoot, eleita em abril do ano passado. É a prefeita quem tem o comando sobre a polícia e sobre a empresa estatal de transportes CTA, responsável por todo o transporte público: trem, metrô e ônibus. Seu papel na repressão na qual foram presos mais de 240 manifestantes em Chicago mostra de que lado está o Partido Democrata. Apesar de fazer oposição ao reacionário presidente Donald Trump, aplica a mesma repressão contra as manifestantes.

No Sindicato dos Metroviários de São Paulo

Erek Slater esteve conosco no Sindicato dos Metroviários de São Paulo por ocasião do Encontro Internacional de trabalhadores e trabalhadoras de transporte contra a Privatização em julho de 2016.

Junto com sindicalistas de 19 países, Erek se solidarizou com a luta contra a privatização da linha 5 do metrô e também apoiou nossa luta pela readmissão dos 42 colegas demitidos durante a greve de 2014.

Na próxima 5ª-feira, dia 11 de junho, seu recurso será julgado e sua demissão pode ser confirmada. Seria muito importante que a Fenametro e o Sindicato dos metroviários de São Paulo enviassem uma nota de repúdio à sua punição.

Registramos aqui nossa solidariedade ao companheiro Erek Slater! Exigimos da prefeita democrata o cancelamento da punição e aproveitamos para deixar nossa mensagem de solidariedade ao levante contra o racismo que a população americana realiza neste momento.