Montadoras também reduzem atividade

Outro setor que impulsionou a economia no último período também sente os efeitos da crise. A indústria automobilística também anuncia a redução na produção e férias coletivas aos metalúrgicos. Com a escassez do crédito, as vendas a prazo praticamente paralisaram. A General Motors, por exemplo, anunciou uma nova rodada de férias coletivas em Gravataí (RS), São Caetano (SP) e São José dos Campos (SP).
Além da GM, a Volks e a Fiat também anunciaram férias coletivas. No total, 15% do total da categoria metalúrgica deixará de trabalhar nos próximos dias. A Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) já divulgou a redução na venda de automóveis em outubro.

Na Zona Franca de Manaus, 16 empresas vão mandar cerca de 15 mil trabalhadores para casa, em férias coletivas. A apreensão dos operários é justificável, uma vez que, tradicionalmente, as férias coletivas precedem uma onda de demissões. Se nos períodos de crescimento, os trabalhadores não recebem os lucros recordes do setor, na crise são os primeiros a pagar por ela.

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