Moção contra ação violenta da polícia durante manifestação do petróleo no Rio

Publicamos abaixo a moção de repúdio contra a ação violenta da polícia no Rio, no ato contra a privatização do petróleo. Para assinar a moção, basta entrar em contato pelos telefones (21) 9700 2543 (Eduardo Henrique), (21) 3852 0148 (Emanuel Cancela / SinAs entidades abaixo assinadas vêm repudiar a violenta e desastrosa ação da Polícia Militar e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, que deixou cerca de 50 feridos e três pessoas detidas durante uma manifestação pacífica, por volta do meio dia, da quinta-feira, dia 18 de dezembro, na avenida Rio Branco, em protesto contra a 10ª Rodada de Licitações do Petróleo.

Depois de receberem uma ordem de despejo na noite do dia 17 para desocupar o Edifício Sede da Petrobrás, as 500 pessoas presentes na manifestação retornaram, na manhã do dia 18, para a Candelária, que fica perto da Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pela realização dos leilões das áreas petrolíferas. Em seguida, a manifestação prosseguiria pela avenida Rio Branco, em direção à Cinelândia.

A violenta reação da Polícia Militar e da Guarda Municipal surpreendeu os manifestantes que foram espancados durante toda a caminhada pela avenida Rio Branco. Até agora os organizadores da manifestação, convocada pelo Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás, que reúne dezenas de entidades, confirmam a detenção de três pessoas: Emanuel Cancella, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ); Gualberto Tinoco (Pitéu), da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas); Thaigo Lúcio Costa, estudante de jornalismo da Universidade de Santa Cecília, de Santos. Dentre os feridos, esteve hospitalizado, com um corte na cabeça, no Souza Aguiar, o diretor do Sindipetro-RJ Eduardo Henrique Soares da Costa. Um militante do MST quebrou o braço, ao ser espancado pela PM.

Desde a ordem de despejo, vinda da presidência da Petrobrás, os manifestantes sentiram a animosidade das forças de repressão, mas não esperavam ação tão agressiva, contra uma simples manifestação de protesto.

A ação absurda da polícia remonta à sombria época da ditadura militar, impedindo a liberdade de manifestação e o democrático direito de defesa da soberania nacional e dos recursos naturais brasileiros. Por esse motivo repudiamos a ação violenta da polícia, exigimos imediato fim da criminalização dos movimentos sociais e a urgente busca dos quatro militantes desaparecidos até o momento.

ASSINAM:
Sindipetro-RJ, Sindipetro-Litoral Paulista, Coletivo Alerta Petroleiro – Litoral Paulista, MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), FIST (Federação Internacionalista dos Sem-Teto), FOE (Frente de Oposição de Esquerda da União Nacional dos Estudantes), Conlutas, Intersindical, CUT, Federação Única dos Petroleiros (FUP), Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), Centro dos Estudantes de Santos e Região – CES, Movimentos de estudantes secundaristas do Rio de Janeiro