Metroviários de São Paulo aprovam greve para 1º de julho

Em respostas ao pacote de ataques apresentado pelo governador João Doria (PSDB), os metroviários de São Paulo decidiram cruzar os braços na próxima quarta-feira, 1º de julho. A greve da categoria coincide com a data da greve nacional dos entregadores de aplicativos.

“O governador quer reduzir adicionais, cortar o auxílio transporte e impor redução no salário já no pagamento do mês de junho, mesmo sem negociação. Isso não vamos aceitar”, disse Altino Prazeres, coordenador geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e militante do PSTU.

Em assembleia realizada virtualmente, que contou com a participação expressiva da categoria, a ampla maioria aprovou o indicativo de greve. Votaram 2.505 trabalhadores. Destes, 2265 (90,4%) a favor da greve, caso a empresa mantenha os ataques. 171 votaram contra a greve. 69 trabalhadores abstiveram-se.

A assembleia aprovou ainda o plano de lutas. A partir da próxima segunda-feira, dia 29, toda a categoria vai usar coletes, adesivos e botons nas áreas operativas e uso de adesivos nas áreas de manutenção e administração.

Outra decisão aprovada por 95,65% dos trabalhadores presentes na assembleia foi a de não fazer horas extras como parte da luta em defesa dos direitos.

“É inadmissível que setores como saúde e transporte, que são essenciais, sejam atacados pelo governo de Doria, ainda mais na pandemia, já que arriscamos nossas vidas para seguir prestante um serviço essencial à população. Exigimos respeito aos metroviários e metroviárias”, afirmou Altino.