Metalúrgicos entregam pauta da Campanha Salarial 2010 à FIESP

Sindicatos de São José, Campinas, Limeira e Santos entregam reivindicações nesse dia 16 aos empresários; eles exigem 17,45% de reajusteOs metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Santos e Limeira entregam, nesta sexta-feira, dia 16, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2010. A entrega será feita na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e aos grupos patronais, a partir das 9h.

Os sindicatos das quatro regiões realizam, pelo 13º ano consecutivo, a Campanha Salarial Unificada, formando um bloco combativo que representa cerca de 150 mil metalúrgicos.

A categoria reivindica reajuste salarial de 17,45%. O índice inclui inflação pelo INPC estimada em 5,8%, ajuste de 2,3% no INPC mais 8,52% de produtividade – o que equivale a 11,02% de aumento real, além da inflação. Os metalúrgicos têm como data-base os meses de agosto e setembro. No ano passado, o reajuste médio conquistado pelos metalúrgicos do bloco unificado foi de 10%.

O tema da campanha este ano será “Contra quem lucra e explora, nossa hora é agora”, baseado na crescente produtividade do setor metalúrgico e a consequente superexploração dos trabalhadores. Para efeito de comparação, entre maio de 2009 e abril de 2010, a produtividade na indústria da transformação em São Paulo cresceu 8,49%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o índice de emprego cresceu apenas 4,76%. Ou seja, as fábricas produziram mais, com menos trabalhadores.

“As contratações não cresceram na mesma proporção que a produção. Isso indica que cada trabalhador está produzindo muito mais do que no ano passado e que esse cálculo terá de ser considerado nas negociações da campanha salarial”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo.

Além das cláusulas econômicas, os metalúrgicos também continuarão na luta por aumento do piso salarial de acordo com o Dieese, redução da jornada de trabalho para 36 horas, equiparação salarial, licença-maternidade de 180 dias, creche e direito à organização no local de trabalho. A luta pelo fim do Fator Previdenciário também está nas discussões da campanha.