Metalúrgicos da GM param novamente produção em São José e pedem estabilidade

Parte da produção da General Motors, em São José dos Campos, voltou a ficar parada na manhã desta sexta-feira, dia 17. Os trabalhadores do 1º turno do setor de produção do S10/Powertrain participaram da assembléia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos (filiado à Conlutas) e pararam as atividades por uma hora, contra as férias coletivas anunciadas pela montadora. Foi aprovado estado de mobilização permanente e reivindicação de estabilidade no emprego.

Ontem, dia 16, os trabalhadores do 1º turno do MVA e do 2º turno da S10/Powertrain já haviam parado a produção. Somando-se as assembléias, cerca de 5 mil metalúrgicos aderiram às paralisações – com uma hora de duração cada.

A mobilização é uma resposta dos metalúrgicos do setor automotivo, que começa a ser afetado pela crise econômica mundial. Na primeira quinzena de outubro, a Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos (Fenabrave) já registrou uma queda de 7,48% nos emplacamentos de carros no país, em relação ao mesmo período de setembro.

A GM dará férias coletivas em suas unidades de São José dos Campos, São Caetano e Mogi das Cruzes a partir da próxima segunda-feira, dia 20, até 2 de novembro. A montadora alegou necessidade de reduzir a produção devido à diminuição de exportação para a África do Sul e México, como reflexo da crise econômica mundial. No mês de setembro, a empresa também abriu um PDV (Plano de Demissão Voluntária), mas não anunciou oficialmente quantas adesões houve.

As paralisações na GM fazem parte da Jornada de Lutas Antiimperialista. Ontem (16), em São José dos Campos, também aconteceram manifestações na Johnson & Johnson, Revap (Petrobras) e Carrefour.

O objetivo da Jornada é realizar ações coordenadas nos países da América Latina contra a exploração imperialista. As mobilizações combinam as lutas específicas das categorias e bandeiras gerais do movimento, que ganharam força com a crise econômica mundial.

Entre as bandeiras, o protesto inclui a luta contra a criminalização dos movimentos sociais, pela retirada das tropas brasileiras do Haiti e o apoio à luta do povo boliviano.

A Jornada de Lutas – Semana Antiimperialista, de 10 e 18 de outubro, está sendo realizada na maioria das capitais brasileiras, além de países como Paraguai, Uruguai, Argentina, Colômbia, Equador e Haiti. Além da Conlutas, também promovem as mobilizações a Intersindical, o MST, Via Campesina, PSTU, PSOL, entre outras organizações.