Manter e radicalizar a greve

A greve em todo país é bastante forte, mas é mais ainda no BB e na Caixa. Há, entretanto desigualdades. São Paulo é onde há mais fragilidade, seja porque os bancos privados têm um peso muito maior que no restante do país e, embora os trabalhadores destes bancos tenham disposição para parar, não têm organização para tal e o sindicato não joga sua estrutura para isso.

São Paulo é onde os governistas atuam desde o início mais abertamente contra a greve e também onde hoje eles são mais odiados e rechaçados. A postura da direção gera insegurança na base que não vê nenhuma firmeza no sindicato.

O governo busca derrotar os bancários de conjunto e, de modo especial, os dos bancos federais. É hora não apenas de manter, como de radicalizar a greve, além de politizá-la, chocando-se com o governo do PT.

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