Maceió terá candidatura operária, independente e socialista

Convenção lança candidatura de operário a prefeito em Maceió
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Neste domingo, 29 de junho, foi anunciada em Maceió (AL) a Alternativa Socialista para as eleições municipais de outubro. Em convenção realizada pela manhã, no auditório do Sindicato dos Químicos e Petroleiros de Alagoas (Sindipetro), PSTU e PCB apresentaram os nomes do dirigente sindical Manoel de Assis (PSTU) e do estudante Eduardo Baracat (PSTU) para prefeito e vice-prefeito, respectivamente. Além disso, foram lançados como vereadores o diretor do Sindipetro Paulo Roberto (PSTU), o professor Diógenes Paes (PCB) e José Benedito (PCB).

Candidaturas a serviço das lutas dos trabalhadores e da juventude
Mesmo sem o PSOL, o PSTU e o PCB resolveram levar adiante o projeto de construir uma alternativa de esquerda para a classe trabalhadora e para o povo negro e pobre de Maceió. A formação da Frente Alternativa Socialista nessas eleições é a expressão de que é possível construir uma candidatura classista e independente dos patrões.

Durante a convenção, Manoel de Assis ressaltou a importância da “construção de uma candidatura que represente os anseios dos trabalhadores”. Manoel afirmou, ainda, que, neste momento, é tarefa dos revolucionários participar das eleições para disputar a consciência das massas. Sua candidatura deve expressar esse processo.

“Essa candidatura representa o processo de reorganização através da Conlutas, das lutas dos trabalhadores, representa os interesses do operariado e do povo negro e pobre”, disse. Lembrou também os 160 anos do Manifesto Comunista e os 70 da IV Internacional, dizendo que representam marcos para as lutas da classe trabalhadora em nível mundial.

Reafirmando a necessidade de renovar a aliança operário-estudantil, o candidato a vice-prefeito do PSTU Eduardo Baracat lembrou: “Essa também é uma candidatura juventude. Queremos apresentar uma candidatura classista para os estudantes”. Dudu, como é conhecido, denunciou ainda o governo do prefeito Cícero Almeida (PP), que durante sua gestão atacou em várias ocasiões os trabalhadores e estudantes ao aumentar o preço da passagem de ônibus três vezes.

“Os aumentos da passagem de ônibus impedem o acesso à educação, fazendo com que muitos estudantes desistam de seus cursos ou abandonem a escola”, afirmou. “É preciso apresentar uma alternativa socialista para a juventude, que por falta de emprego e educação está sendo ganha para a criminalidade”, concluiu.

O candidato do PCB a vereador, o professor Diógenes Paes, criticou a postura desonesta do PSOL e reafirmou seu apoio à candidatura de Manoel de Assis. “Ao contrário do PSOL, ele está cotidianamente nas lutas dos trabalhadores, na construção da Conlutas”, disse. Diógenes ainda defendeu a fusão da Intersindical com a Conlutas para “potencializar o processo de reorganização”.

Por fim, o candidato do PSTU a vereador Paulo Roberto fechou a convenção expressando o sentimento de todos os lutadores que estiveram presentes. “É muito importante que a gente avance na unidade depois das eleições. É preciso unir a esquerda nas lutas da classe trabalhadora. (…) Vamos construir um programa para as necessidades dos trabalhadores, da população pobre das favelas e dos estudantes”, finalizou.

Intransigência do PSOL
Por intransigência do PSOL, a Frente de Esquerda não vai se repetir em Maceió. Assumindo uma posição antidemocrática e desrespeitosa, o partido exigiu para seus candidatos 100% do tempo de TV que a Frente teria na capital alagoana como condição para concretizá-la. Essa atitude do PSOL representa um grande erro e prejudicou uma alternativa de esquerda para a classe trabalhadora nas eleições, uma vez que ignora o peso político e social do PSTU e do PCB. Adotando tal postura, o partido da ex-senadora Heloisa Helena estará dividindo os ativistas e trabalhadores e fortalecendo os candidatos dos patrões e usineiros.

O candidato Manoel de Assis lamentou a forma como o PSOL encarou a questão da Frente. Ele afirmou que essa decisão não impulsiona a mobilização dos trabalhadores para as lutas que precisam ser travadas. Mas a maioria da direção do PSOL em Alagoas já começa a enfrentar a crise que sua posição divisionista provocou. Alguns militantes do PSOL estão decepcionados e já declararam que vão votar nos candidatos do PSTU.

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