Centro de São Paulo

CSP-Conlutas

O movimento Luta Popular, filiado à CSP-Conlutas, realiza na manhã desta sexta-feira (17) uma série intervenções em capitais pelo país contra a política do presidente Jair Bolsonaro no combate ao Covid-19.

O Luta Popular é contra a política do presidente por representar um verdadeiro risco à saúde pública, sobretudo aos mais pobres.

Com faixas em pontes, viadutos, avenidas e hospitais, os manifestantes – organizados em pequenos grupos devidamente protegidos com luvas e máscaras – denunciam o descaso com a realidade já tão difícil e desigual da periferia.

Ponte na rodovia Anhanguera, em Osasco

As ações começaram às 6h em São Paulo (capital, região metropolitana e interior), Minas Gerais (Belho Horizonte/Contagem), Amazonas (Manaus) e Pernambuco (Jaboatão dos Guararapes).

Somos os 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores informais, 12 milhões de desempregados, e 14 milhões na extrema pobreza que não têm nenhuma garantia de sustento. Somos aquelas e aqueles que estão relegados à própria sorte nesse momento“, denuncia em nota o movimento.

Afirmam que o auxílio emergencial sancionado é insuficiente para as necessidades de sobrevivência e que o valor precisa ser maior, além de criticar a burocracia e impedimentos como entraves para o acesso ao benefício.

Centro de Belo Horizonte

O movimento também defende o uso de terrenos ociosos para a construção de hospitais de campanha na periferia, bem como testes em massa e equipamentos de proteção individual (EPIs) para os trabalhadores e trabalhadoras da saúde.

O Luta Popular, assim como a CSP-Conlutas, quer a saída do presidente e exige Fora Bolsonaro e sua tropa. É preciso parar essa política genocida e proteger nossas vidas!

O movimento lançou um manifesto com suas reivindicações que pode ser conferido abaixo:

Dia de luta em defesa da vida – Luta Popular

Bolsonaro reafirma sua política genocida contra o povo pobre!

A pandemia do Coronavírus tem escancarado as desigualdades que servem de alimento para esse sistema em que vivemos. O verdadeiro vírus chama-se: capitalismo.

Bolsonaro age de forma criminosa ao não reconhecer a gravidade do problema e defender que as pessoas saiam de casa para garantir os interesses dos de cima! Ontem demitiu o Ministro Mandetta (que historicamente é um inimigo do SUS), mas defendia o isolamento social diante da epidemia, para colocar no lugar outro “totalmente alinhado” à política do presidente. Ou seja, a proposta aponta para acabar com a quarentena e o isolamento social sem garantir os empregos e a renda dos trabalhadores. O novo ministro já falou anteriormente em “escolher entre idosos ou adolescentes”, se for necessário, num cálculo “econômico” inadmissível, mostrando para onde vamos.

Enquanto uns se isolam em mansões e apartamentos de luxo, com geladeira cheia, pedindo comida no delivery, sem ter sua renda afetada e quase que “de férias”, nós, o povo pobre e trabalhador, temos que escolher entre correr o risco de sermos infectados ou ficar em casa e padecer de fome. Enquanto governadores fecharam shoppings, cinemas e teatros, os ônibus e metrôs seguem lotados de gente como a gente, que é obrigado a sair para trabalhar.

Somos os 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores informais, 12 milhões de desempregados, e 14 milhões na extrema pobreza que não têm nenhuma garantia de sustento. Somos os 50% da população que não tem nem fornecimento regular de água para lavar as mãos. Somos as mulheres, negras, mães, da periferia, que cuidam de seus filhos sem ajuda de ninguém. Somos os idosos que tiveram os benefícios sociais cortados. Somos aquelas e aqueles que estão relegados à própria sorte nesse momento.

Depois de muita enrolação, o governo aprovou o auxílio emergencial de R$ 600,00, que é ABSOLUTAMENTE INSUFICIENTE pra quem tem que pagar aluguel, se alimentar e cuidar de casa! Além disso, a burocracia imposta pelo governo é um verdadeiro entrave para que as pessoas recebam esse direito. Enquanto isso, para os banqueiros e grandes empresários o governo liberou de cara mais de 1,2 trilhão de reais na maior facilidade! Nossa vida vale menos que os lucros deles?

Por isso, EXIGIMOS QUE SEJA LOGO E SEJA PAGO MAIS!

Também é um absurdo o que está acontecendo com os profissionais da saúde, a maioria deles enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que já trabalham com baixos salários e condições precárias. Agora, estão enfrentando o coronavírus sem equipamentos de proteção adequada! Não é possível que eles, que estão na linha de frente, fiquem expostos assim! O SUS vem sendo desmontado governo após governo e quem vai sentir na pele ainda mais essa precariedade é a periferia! Mais do que nunca é hora de defendermos o SUS com toda nossa força! É preciso parar de pagar a dívida pública e investir no SUS, na garantia de renda pro povo, e usar os imóveis vazios para construir hospitais de campanha na periferia!

Precisamos botar para Fora Bolsonaro e sua tropa, para parar essa política genocida e proteger nossas vidas!

Por isso, no dia de hoje, 17/04, o movimento Luta Popular faz ações em São Paulo, Amazonas, Minas Gerais e Pernambuco para dizer:

  • Nossas vidas importam, quarentena já com renda mínima para sobreviver! R$ 600 é pouco! Paga logo e paga mais!
  • EPIs para trabalhadoras e trabalhadores da Saúde!
  • Suspensão de todos os despejos e reintegrações de posse
  • Garantir que os imóveis vazios sejam adaptados para receber a população em situação de rua e pessoas de comunidades que precisem ficar em isolamento!
  • Deixar de pagar a dívida pública! Dinheiro público para o SUS e renda dos trabalhadores
  • Estabilidade no emprego sem corte de salários
  • Testes e atendimento adequado para toda a periferia
  • Contra o coronavírus – Fora Bolsonaro e toda a sua corja! Povo pobre no poder!