Leilão confirma o “entreguismo” do petróleo

No último dia 27, cerca de 250 pessoas ocuparam a sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro (RJ). A ação foi um protesto contra o a 9ª Rodada de Licitações de áreas para exploração de petróleo e gás.
Participam do protesto, entre outras organizações e entidades, Conlutas, MST, Central de Movimentos Populares, CUT, diversos sindicatos e os partidos políticos PSTU, PSOL e PCB.

Mesmo assim o leilão na foi cancelado. Segundo a ANP foram arrematados 117 blocos dos 271 oferecidos nas bacias de Campos, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Parnaíba, Santos, Recôncavo, Rio do Peixe e Potiguar, Pernambuco-Paraíba. Para participar do leilão, 67 empresas habilitaram-se. Entre elas, estavam a multinacionais como a britânica BP e a Shell.

No primeiro dia, a empresa OGX Petróleo e Gás do empresário brasileiro Eike Batista, criada para participar da licitação, arrematou 11 blocos. O PCdoB, cujo dirigente é presidente da ANP, comemorou o fato como uma demonstração de que nosso petróleo não estava sendo entregue ao capital estrangeiro. No entanto, muitos desses blocos são arrematados em parceria com multinacionais. Logo na abertura do leilão, por exemplo, a OGX, arrematou blocos da Bacia de Campos em parceria com a dinamarquesa Maersk.

A Petrobras, por sua vez, arrematou blocos em consórcio com outras empresas. A maioria das parcerias foi firmada com a Companhia Vale do Rio Doce.
A 9ª Rodada significa a entrega das riquezas do Brasil. Enquanto Lula alardeia a descoberta de mais um poço de petróleo em Santos, joga nas mãos do capital privado, principalmente estrangeiro, um patrimônio que é dos trabalhadores do país.
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