Greves paralisam transporte em seis Estados

Em São Paulo, metroviários fazem assembleiaUma série de paralisações está acontecendo no transporte coletivo de cinco Estados da região Nordeste nesta terça-feira (15). São greves em trens, ônibus e metrô. Em Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte e Minas Gerais.

Nordeste – De acordo com reportagem do UOL (15/05- 15h11), em Alagoas e na Paraíba uma greve dos ferroviários, que operam 30% das viagens de trem que ligam as capitais às cidades da região metropolitana. Esse funcionamento é cumprimento de acordo judicial. No Rio Grande do Norte, além dos ferroviários, os rodoviários de Natal também deflagraram greve desde esta segunda-feira (14).

No Maranhão, os motoristas e cobradores de ônibus de São Luís cruzaram os braços hoje. Já em Pernambuco, o metrô, que atende à população de Recife e Jaboatão dos Guararapes, está com as atividades reduzidas devido à greve dos metroviários. Segundo os sindicatos das categorias, as paralisações ocorrem por tempo indeterminado.

Natal foi a primeira capital no Nordeste onde foi registrada paralisação, depois que rodoviários cruzaram os braços nesta segunda-feira (14). Segundo o Seturn (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Natal), nenhum ônibus circulou na capital potiguar devido aos riscos de depredação e as ameaças que funcionários de algumas empresas sofreram por não aderir ao movimento grevista.

Os motoristas de Natal querem reajuste salarial de 14,13% para motoristas e cobradores de ônibus, além do aumento no vale alimentação de R$ 150,00 para R$ 200,00 destinado aos motoristas. Já os empresários de Seturn oferecem o reajuste inflacionário nos salários dos trabalhadores e o pagamento de R$ 157,00 no vale alimentação.

Em São Luís, 50% dos ônibus pararam de circular à 0h desta terça-feira (15). Os rodoviários aderiram ao movimento de paralisação devido ao impasse na negociação salarial entre representantes do Sttrema (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão) e do SET (Sindicato das Empresas de Transporte).

Por causa do anúncio da greve dos rodoviários, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou, na última sexta-feira (11), que fosse mantida 50% da frota de ônibus em circulação para que os transtornos à população sejam minimizados. Caso haja descumprimento, tanto o Sttrema quanto o SET poderão ser multados. Os rodoviários que trabalham em São Luís reivindicam aumento salarial de 16% e redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias.

Além da greve dos rodoviários, no Rio Grande do Norte estão paralisados os servidores da CBTU. As duas únicas locomotivas que operam as linhas Parnamirim-Natal e Ceará Mirim-Parnamirim-Natal estão sem funcionar.

Na Paraíba, os trabalhadores da CBTU também aderiram à paralisação nacional. Os trens da CBTU em João Pessoa fazem o transporte da capital paraibana às cidades da região metropolitana. Os servidores da CBTU cruzaram os braços para pressionar o governo para dar reajuste de 5,5% nos salários, correspondente a inflação, além de 10% de aumento real. A categoria também reivindica aumento no valor do vale-alimentação – R$ 549,00 para R$ 689,00 – gratificação de desempenho por passageiro, pagamento integral do plano de saúde e 50% de adicional noturno. Se o governo Federal atendesse as reivindicações, os salários dos trabalhadores da CBTU aumentariam para R$ 1.028.

Belo Horizonte (MG)- Os metroviários de Belo Horizonte também estão em greve. Eles querem 6% de reajuste nos vencimentos e nos benefícios. Há audiência entre os envolvidos foi marcada para a próxima segunda-feira (21). De acordo com o sindicato dos metroviários, a CBTU não fez oferta de nenhum índice de reajuste.

Em cumprimento à decisão do Tribunal Regional do Trabalho (3ª Região), vão cumprir determinação de manter 100% dos trens do metrô em funcionamento nos horários de pico.

São Paulo- Os metroviários de São Paulo também estão mobilizados. Em campanha salarial, eles realizam assembleia decisiva nesta quarta-feira (16), às 18h30 e podem aprovar greve.

Eles reivindicam Plano de Carreira, concurso interno, equiparação salarial, movimentação de pessoal, reposição e quadro de funcionários.

*Com informações do UOL e do Sindicato dos Metroviários de São Paulo