Greve da Educação Federal ganha força

Os funcionários técnico-administrativos já paralisaram as atividades em 32 universidades e os professores em 21. Apesar da pauta de reivindicações rebaixada da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras), que, por mais absurdo, reivindica parcelamento das férias, a greve tomou contornos nacionais e se enfrenta com o governo.

O orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior sofreu sucessivos cortes desde o primeiro ano do mandato de Lula. Em 2003, o corte foi de R$ 341 milhões; em 2004, de R$ 630 milhões; e, em 2005, alcançou a marca de R$ 1,6 bilhão da educação de conjunto.

A reforma da Previdência em 2003 fez com que se aposentassem forçosamente milhares de professores e funcionários, aumentando ainda mais a falta de profissionais. Os estudantes protagonizaram lutas importantes em 2004 contra as Medidas Provisórias da reforma Universitária, entre elas a do ProUni, que transfere verba para os tubarões do ensino.

Estudantes da UFF e da UFSC não perderam tempo e deram o exemplo: também entraram em greve. Exigem a ampliação das bolsas, a melhoria das instalações e o fim dos aumentos no preço dos restaurantes universitários e travam nas ruas a luta política contra o governo do mensalão.

A UNE querendo ou não, a greve já é realidade e a tendência é que se amplie no setor estudantil. O atoleiro em que se meteu este governo corrupto e seus aliados cria as condições para a conquista das reivindicações da comunidade universitária e a derrota dos planos de Lula/FMI.
Post author Thiago Hastenreiter,da Secretaria Nacional de Juventude do PSTU
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