Governos da Europa iniciam ataques…

Para a maioria das burguesias imperialistas europeias só resta um caminho para reduzir drasticamente seus déficits públicos: lançar fortíssimos ataques diretos contra os trabalhadores.

Esse é o significado do feroz ajuste lançado por Yorgos Papandreus, na Grécia; por Zapatero, na Espanha; por Sócrates, em Portugal. Ou ainda do pacote que está sendo preparado na Grã-Bretanha, assim que termine a formação do novo governo conservador-liberal. Todos contêm medidas similares: rebaixamento dos salários dos trabalhadores públicos, aumento da idade para se aposentar, redução das pensões e eliminação de salários indiretos.

Mas os trabalhadores gregos estão respondendo com uma dura luta. Isto tem provocado o rápido desgaste do governo de Papandreus, do Partido Socialista, pouco tempo depois de ter assumido. Uma crise política que, junto com as lutas, começa a estender pelo conjunto da Europa.

A situação grega expressa, de modo mais agudo, a de toda a Europa. Seus resultados repercutirão sobre o conjunto da situação política e econômica mundial, inclusive sobre os EUA.

Resultado em aberto
É uma situação cujo resultado ainda está aberto e, portanto, apresenta várias hipóteses possíveis. O triunfo dos trabalhadores gregos derrotando o ajuste de Papandreu colocará seu governo à beira da extinção. Ao mesmo tempo, vai fortalecer a luta dos trabalhadores de outros países contra os ajustes de seus próprios governos, dificultando sua aplicação. Neste marco, é possível que se debilite ainda mais a “confiança dos investidores” e se aprofunde a fase descendente da economia.

Já uma derrota dos trabalhadores gregos fortalecerá os ataques em outros países europeus. Se essa derrota se der sobre a base de um avanço nos níveis de exploração e da taxa de lucro, haverá uma recuperação da “confiança dos investidores” e uma fase ascendente da economia que pode atingir seu apogeu em um ou dois anos. Uma terceira hipótese possível é que o resultado do processo de luta não seja claro, digamos um “empate”, e tenha tendências contraditórias que definam uma dinâmica de semiestancamento.

Por outro lado, não restam dúvidas de que a luta de classes na Grécia e na Europa é o palco onde se está jogando a dinâmica da crise econômica mundial. E, tal como o dissemos, o resultado está aberto. De nossa parte, damos todo nosso apoio e nossa solidariedade aos trabalhadores gregos e europeus.

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