Governo trata estudantes como bandidos e coloca Força Nacional para reprimir protestos

Foto Ministério da Justiça

Bolsonaro tirou R$ 1 bilhão da Educação para comprar deputados para aprovar a reforma da Previdência

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, a pedido do Ministério da Educação (MEC), publicou portaria nesta quinta-feira, 8, autorizando o uso da Força Nacional para reprimir as mobilizações programadas para o próximo dia 13. O uso da força de repressão foi autorizado para os dias 7, 12 e 13, podendo ainda ser prorrogado a critério do MEC.

A princípio, o uso dos policiais estaria restrito à Esplanada dos Ministérios, a exemplo do que já ocorreu duas vezes este ano: na organização de protestos de indígenas e no dia de Greve Geral contra a reforma da Previdência. Mas para o dia 13 a medida pode ser generalizada para as universidades federais país afora.

Intimidação
O governo Bolsonaro já havia anunciado um corte de 30% das universidades e institutos federais. Mais recentemente, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou um novo corte de R$ 350 milhões para a compra de livros para a educação básica.  Além desses cortes, o governo articula um Projeto de Lei que destina R$ 3 bilhões para o pagamento das emendas prometidas aos deputados que aprovaram a reforma da Previdência. Desses, R$ 1 bilhão vem das verbas “contingenciadas” da Educação.

O dia 13 de agosto promete ser um forte dia nacional de luta contra os cortes na Educação, o projeto privatista Future-se, e a reforma da Previdência. A mobilização da Força Nacional de Segurança para reprimir estudantes reafirma o caráter autoritário desse governo, que trata movimento social como caso de polícia enquanto abafa a sua própria corrupção, e tem o objetivo de intimidar e esvaziar os protestos.

Os estudantes e trabalhadores, porém, já mostraram que não se deixam abater por esse tipo de ameaça.