Frio de Sumaré assusta delegados

O Conat continua nesta manhã de sábado e, em contraste com as noites de frio, os trabalhadores seguem debatendo de forma acalorada sobre a Conlutas e a definição das lutas do próximo período.

`EstudanteDepois da quinta-feira, quando centenas de estudantes acompanharam os debates do ENE enrolados em casacos e cobertores. Na noite de ontem, mais uma vez, o frio castigou os trabalhadores, estudantes e desempregados presentes ao Conat. Muita gente já havia se preparado e trouxe de casa os cobertores, blusas e até ponchos para se proteger do frio.

Foi o caso de Vera Lúcia Ribeiro, do Sindeess de Belo Horizonte. A trabalhadora garantiu já saber do frio e, por isso, trouxe toda a indumentária que precisaria para suportar o vento forte e a temperatura baixa.

O frio no local foi tão grande que gerou cenas inusitadas, como a com o jovem Mikhail Ostrovski, da delegação russa. Acostumado ao inverno rigoroso de seu país, Mikail tremia de frio enquanto perguntava: “Mas o Brasil não é um país tropical?”.

Outra a sofrer com o frio foi Maria de Fátima, do acampamento Santa Vitória, em Minas Gerais. Ontem, a trabalhadora sem-terra disse: “A minha precaução contra o frio foi essa”, enquanto apontava uma blusa de lã fina e continuou: “Apesar disso a comida é boa e o local confortável, mas, ainda não conseguimos alojamento”.

As reclamações em torno dos alojamentos também tiveram um motivo simples: a superação do número de participantes esperados. Eram esperados 3.500 trabalhadores entre delegados, observadores e convidados, mas, até a noite de ontem este número já havia sido ultrapassado. Além disso, muitas delegações só chegaram na manhã desta sexta-feira e ainda estão fazendo o credenciamento, que continua ate às 12h.

“Apesar de o local ser grande e possuir um número grande de alojamentos, a participação foi muito maior do que esperávamos e, muitas entidades deixaram para credenciar seus delegados aqui. Foi necessário correr atrás de vagas em alojamentos para garantir um bom local de descanso a todos”, garantiu Patrícia Penna, uma das responsáveis pelo credenciamento.