Frente de Minas faz plenária nesta sexta. Leia o manifesto

A Frente de Esquerda Socialista de Minas Gerais realiza nesta sexta-feira, dia 7 de julho, uma plenária com militantes e apoiadores. A plenária será a partir das 18h30, no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte (Rua Tupinambás, 1.045, entre Av. Olegário Maciel e Rua Rio Grande do Sul.

Leia abaixo o manifesto da frente no estado:

Frente de Esquerda Socialista/Minas é lançada: em defesa dos direitos do povo e contra as alternativas neoliberais

Os partidos da esquerda socialista – PCB, PSOL e PSTU – se uniram numa frente eleitoral apresentando um programa de mudanças da realidade brasileira e a candidatura da Senadora Heloísa Helena a Presidência da República.
Nossos partidos agem convencidos de que uma intervenção unificada da esquerda nas eleições contribuirá para despertar em nosso povo a esperança de que sua situação dramática de miséria pode ser alterada a partir de uma mobilização popular crescente.

Em Minas Gerais, tanto o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), agremiações legalizadas, quanto o Partido Comunista Revolucionário (PCR) vêm ser reunindo desde meados de abril como parte do esforço nacional para unir a esquerda nas lutas sociais e nas eleições.

O fracasso social do capitalismo neoliberal reabre espaço para a luta pelo Socialismo
Nas duas últimas décadas, o mundo e o Brasil sofreram todo o impacto do crescimento e do apogeu do neoliberalismo. Hoje, essa política encontra-se em decadência. É muito importante fazer o balanço de sua trajetória. O capitalismo, em sua fase neoliberal, aumentou a exploração do trabalho, a miséria, o desemprego e as desigualdades sociais e regionais. Desmantelou os serviços públicos. Garantiu lucros fabulosos para os grupos financeiros brasileiros e estrangeiros. Fortaleceu o poderio e a agressividade do imperialismo, especialmente o norte-americano. Promoveu guerras. A humanidade, novamente, sofreu todo o impacto da barbárie capitalista.
O governo Lula é herdeiro do declínio do neoliberalismo. Foi eleito com a expectativa da maioria da população de que acabaria com a farra dos magnatas. Mas acabou aderindo aos princípios, políticas e aos mesmos métodos corruptos dos seus antigos adversários. A polarização eleitoral existente hoje entre PT e PSDB/PFL, com a ajuda da grande mídia, não pode esconder o fundamental: enquanto um e outro se atacam em torno da corrupção, dos métodos e dos números fabricados, defendem a mesma política econômica. Brigam apenas para monopolizar a disputa entre si, para ver quem enrola melhor os eleitores e para decidir quem vai mandar em Brasília. Por isso, há motivos para a perplexidade e o desencanto popular e também para que muitos tenham a sensação de que foram traídos.
A Frente de Esquerda surge como uma alternativa nova e capaz de enfrentar a crise econômica, social e política que paralisa as energias populares, defender os interesses das grandes maiorias, trabalhadores e pobres da cidade e do campo, e criar condições para que a luta pelo Socialismo seja retomada.

A importância das próximas eleições
No processo eleitoral desse ano nenhum dos dois candidatos nacionais das elites merecem confiança. São dois pólos que se completam e se fortalecem mutuamente.
Geraldo Alckmin é o candidato que defende a concepção gerencial-privatista, assumidamente neoliberal, corrupta até a medula e cujo pilar são as forças mais reacionárias do país: o PSDB e o PFL.
Já Lula, articulado em torno do PT e seus aliados, é também comprometido com os grandes grupos financeiros e o agronegócio, embora tente disfarçar a sua política com medidas compensatórias (bolsa-família, Programa Fome Zero etc.) e com a utilização marqueteira de seu passado de compromissos sociais. Para manter boas relações e gozar do apoio do governo norte-americano, Lula chega ao cúmulo de patrocinar a ocupação militar do Haiti por tropas brasileiras.
Esses dois campos têm a mesma matriz ideológica e defendem, em linha geral, os mesmos interesses. Suas diferenças são secundárias e nenhum deles pode levar à superação dos problemas que atingem a sociedade brasileira.

Novos tempos, novos rumos

A unidade dos partidos e organizações de esquerda, socialistas e comunistas, em aliança com os movimentos sociais é, portanto, uma necessidade. O momento é propício à construção de uma Frente que apresente um programa que sintetize as aspirações dos trabalhadores assalariados e informais, das camadas populares, inclusive dos pequenos proprietários da cidade e do campo, da intelectualidade, da juventude, enfim, de todos os segmentos marginalizados e discriminados da sociedade.

Defendemos um Programa que traduza as necessidades imediatas do povo brasileiro e da população mineira para se libertar da submissão do capital financeiro, cortando as amarras das dívidas externa e interna e dos monopólios, fortalecendo a luta por uma verdadeira soberania nacional. Que por isso aponte a necessidade da reestatização com controle social das empresas privatizadas e defenda a verdadeira reforma agrária, serviços públicos de qualidade e acesso a toda a população, o desenvolvimento econômico a serviço da maioria, os direitos sociais, as riquezas naturais, a ampliação das liberdades políticas e o patrimônio cultural.

Constituímos uma Frente que dispute as eleições com credibilidade social para crescer e sair como força consistente, como alternativa política em todo o País, recolocando a esquerda no debate da superação da crise econômica e social que se abate sobre o povo brasileiro e para o desenvolvimento da luta pelo Socialismo.

A concretização desse programa e dessa aliança, com o compromisso de seguirmos buscando a unidade nas lutas e nos movimentos sociais após as eleições, tem na candidatura da Senadora Heloísa Helena a sua expressão nacional.

O povo mineiro unido por seus direitos, contra a exploração e a opressão

Sabemos que aqueles que sempre deram as cartas em Minas já faliram historicamente e, embora ainda poderosos, podem ser derrotados na prática, desde que o povo esteja articulado numa opção sólida e coerente, que organize as lutas e mobilizações populares.
As candidaturas do PSDB e PT reproduzem em Minas os dois pólos principais das elites, com a mesma bancarrota em responder às reivindicações populares. São os candidatos dos “de cima”, com políticas e métodos de gestão da coisa pública semelhantes. Portanto, não merecem a confiança e o voto dos “de baixo”.

Com essas idéias estamos construindo o programa de governo, a política de ação parlamentar e as candidaturas da Frente. Desde já afirmamos nossa disposição de fortalecer a unidade e a mobilização popular e expressar a diversidade, a representatividade, a amplitude e o consenso entre todos aqueles que se comprometam com a transformação social em nosso Estado.

Com esses compromissos apresentamos as candidaturas de Vanessa Portugal/PSTU ao Governo do Estado e de Consolação Rocha/PSOL ao Senado em nome da Frente de Esquerda Socialista/Minas.

O PCB confirma o seu apoio militante às candidaturas de Heloísa Helena e Vanessa Portugal e apresentará candidatura própria ao Senado, o sindicalista Sílvio Rodrigues.

Convocamos todas as forças de esquerda e em especial as organizações populares, a se incorporarem a essa alternativa para as eleições em Minas Gerais. Com a Frente de Esquerda Socialista/Minas marcamos a diferença entre nós e aqueles que dominam e infelicitam o povo mineiro: resgatando e tornando viva a luta pelo programa histórico construído nas lutas sindicais, estudantis e populares, programa esse que espelha os interesses presentes e futuros de nossa gente.

Partido Comunista Brasileiro, Partido Comunista Revolucionário, Partido Socialismo e Liberdade e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado