Floripa: Greve de servidores contra privatizações se aproxima do primeiro mês

Os trabalhadores do serviço público de Florianópolis estão numa greve heroica contra a política de privatizações do prefeito Gean Loureiro (MDB). A greve teve início no dia 12 de abril contra um Projeto de Lei da prefeitura que entrega os serviços públicos às Organizações Sociais (OS’s).

A greve começou já muito forte, parando mais de 80% da categoria“, explica o servidor da saúde Diogo Pauletto. “A desculpa do prefeito para esse projeto foi que seria uma forma de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal e expandir os serviços públicos”, explica. Desculpa que logo se mostrou uma mentira, pois órgãos da própria União afirmaram que os gastos com as OS’s entram sim na LRF.

E sabemos que as OS’s pioram a qualidade dos serviços públicos, além de piorarem a situação dos servidores, seja ACT ou celetista“, diz Diogo. Exemplos disso não faltam, como mostra a dramática situação dos serviços públicos no Rio de Janeiro. Em Florianópolis mesmo, o hospital Celso Ramos, entregue a uma OS pelo governador Colombo (PSD), se degradou rapidamente a tal ponto que o estado teve de cancelar o contrato com a organização. Além de toda a corrupção que envolve essas entidades.

Diante da mobilização dos servidores, o prefeito votou o projeto na Câmara em pleno feriado de 21 de abril, num sábado. Teve de lançar mão ainda de uma dura repressão contra os trabalhadores, deixando vários feridos.

Greve continua
Mesmo com a repressão, uma campanha sistemática do governo e da imprensa contra o movimento e, agora, o corte dos pontos dos grevistas, a greve continua. “Nesse dia 8, na primeira assembleia após o corte dos pontos, fizemos uma assembleia com 8 mil pessoas“, relata Diogo.

Estamos fazendo reuniões nos postos de saúde, nas escolas, como forma de ganhar a opinião pública e o apoio da população à nossa greve“, diz o ativista. “O PSTU defende que as creches e as UPAs, assim como todos os serviços públicos, sejam públicos e gratuitos. A verba pública tem que ir para o serviço público e não para empresas privadas”, completa.

LEIA NOTA DO PSTU-FLORIANÓPOLIS