Perdemos mais uma guerreira da nossa classe para a Covid -19, para o genocídio perpetrado por esse governo e por esse sistema capitalista assassino. Fátima Barros faleceu hoje. Guerreira quilombola do Tocantins, da Articulação Nacional Quilombola.

Como diz Cláudia Durans, do PSTU – MA, “quem esteve no último congresso da CSP Conlutas e participou do Ato dos setores oprimidos vai lembrar da fala dela. Fala forte, carregada de espiritualidade e ancestralidade. Nossa alma chora a perda da nossa guerreira Fátima Barros, morta de covid pelo governo genocida de Jair Bolsonaro. Nossos tambores hoje são de choro!

Fátima Barros guerreira quilombola do Araguaia, do Bico do Papagaio, do Tocantins… de Palmares, do Maranhão, do Brasil.

Exemplo de mulher negra, forte, espiritualidade e ancestralidade à flor da pele. Fátima se junta aos nossos ancestrais. Mas sua força e exemplo permanecerá em nós. Vai guerreira! Aqui, vamos seguir para acertar as contas com esse governo genocida, com o latifúndio, com o agronegócio, com os racistas.

Uma perda irreparável!

O PSTU está triste, se soma à dor de todos aqueles e aquelas que no Brasil inteiro sabem da falta que Fátima fará à luta de todos nós por uma sociedade socialista, especialmente à luta dos negros e negras, dos quilombolas e dos povos indígenas.

Vamos transformar nossa dor em mais ódio contra esse governo Bolsonaro e sua trupe, contra esse sistema capitalista e todos seus representantes hipócritas, banqueiros, grandes empresários e governadores, que não garantem lockdown nacional, nem quebram as patentes para garantir vacinas par todos e todas.

Vamos transformar mais esse luto em luta, enfrentando essa burocracia sindical pelega, na defesa de uma Greve Geral Sanitária, na defesa da CSP-Conlutas, da auto-organização dos trabalhadores, do movimento popular e de todos oprimidos, na luta para transformar essa sociedade, em que o lucro está acima de tudo, e em seu lugar construir uma sociedade socialista.

Fátima, presente, até o socialismo, sempre!