Estados Unidos endurecem com imigrantes e erguem muro na fronteira

Muro que está sendo erguido pelos EUA

O projeto de lei que irá barrar a entrada de imigrantes tem causado polêmica nos EUA. Caso seja aprovado, o “Reak IDE Act” irá instaurar medidas como a restrição ao asilo político, a deportação de pessoas suspeitas de terrorismo e a proibição da licença de dirigir para pessoas que não comprovem o status de legalidade no país. Seguindo o exemplo dos israelenses, que erguem um muro isolando-os dos palestinos, os deputados norte-americanos aprovaram a conclusão de um muro de segurança – que já existe, mas não foi terminado – na fronteira entre o México e a Califórnia. Aprovado por 216 votos a favor e 161 contra, o projeto precisa ainda da aprovação do Senado para tornar-se lei.

Por ano, estima-se que 300 a 400 mil pessoas atravessam a fronteira do México. Outras 1,1 milhão de emigrantes são capturados na fronteira. Uma das maneiras para atravessar é mergulhar nas águas imundas do Rio Novo e boiar até chegar à margem dos EUA. Então é correr e torcer para não ser pego ou atingido pelas balas da patrulha da fronteira. Ao menos 80 pessoas morrem por ano nesta travessia.

Os EUA apelam para o discurso anti-terrorismo e o do narcotráfico para endurecer a segurança na fronteira. No dia 23 de março, Bush se reuniu com os presidentes do México, Vicente Fox, e do Canadá, Paul Martin, para, discutir, entre outros temas, o da imigração. Antes da reunião, Fox protestou publicamente contra o projeto aprovado pelos deputados, e tenta convencer Bush a avançar na legalização e entrada dos trabalhadores mexicanos nos EUA. Ele tem criticado a posição dos EUA como “discriminatória”, lembrando a contribuição dos três milhões de mexicanos que trabalham ilegalmente ao país.