Equador | Todos às ruas para derrotar o “tarifaço”!

Que os ricos paguem pela crise! Neste dia 3, quinta-feira, começou uma reação espontânea contra as reformas econômicas que finalmente foram proclamadas pelo governo de Lenin Moreno na quarta-feira 

MAS-Equador

Estas medidas elaboradas em conchavo com o FMI e os setores empresariais buscam eliminar os subsídios da gasolina e do diesel; reduzir 20% dos salários aos contratos ocasionais que são maioria no setor público; além disso está se preparando a imposição de um código de trabalho que dará por terminada a pouca estabilidade laboral que existe hoje, estenderá a jornada de trabalho, entre outras coisas, com o discurso de que essas medidas favorecerão os pobres e criarão fontes de emprego.

Entretanto, produziu-se uma reação imediata. Os preços dos produtos de primeira necessidade subiram 30% ou inclusive 50%, os transportadores declararam uma paralisação, com a qual suspenderam todas as atividades públicas e algumas privadas, e embora as direções traidoras estão chamando a uma paralisação escalonada, o movimento está saindo às ruas. Na manhã de hoje (dia 3) houve enfrentamentos na Universidade Central e é possível que o descontentamento popular aumente.

O MAS faz o chamado desde a CUTCOP para que os trabalhadores saiam para se manifestarem hoje [03/10/2019] na marcha geral que está sendo convocada para as 16 horas na Caja del Seguro. Aparentemente, há ordens para reprimir a mobilização. Há carros antimotins rodeando o Palácio do Governo.

Tradução: Lilian Enck

Atualização: O governo declarou “Estado de Exceção” para reprimir os protestos e perseguir os ativistas, mas mesmo assim as manifestações continuam em todo o país