Em Movimento

Porto Alegre (RS)
Máfia é derrotada

Depois de mais de 10 anos, a oposição venceu as eleições do SIMPA (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre). O sindicato era controlado por uma máfia que fraudava eleições e agredia seus adversários. A rejeição da categoria, de cerca de 20 mil funcionários, combinada com uma ação judicial, foram determinantes para garantir eleições democráticas. A eleição ocorreu nos dias 22, 23 e 24 de maio. Dos 8.890 sócios, votaram pouco mais de 3.200. A chapa 1, formada também por setores que fazem parte da Conlutas, foi a vencedora com 1.597 votos. Agora é necessário consolidar o bloco da Conlutas dentro da diretoria eleita e reorganizar o sindicato, dando poder à base, fazendo uma auditoria nas contas do sindicato e encabeçando as principais lutas da categoria.

Macapá (AP)
Rodoviários mantêm direção

No dia 26 de maio ocorreram as eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Rodoviários do Amapá (SINCOTTRAP). As eleições tiveram uma única chapa, a da Conlutas, que obteve 409 dos 410 votos.
A patronal e os pelegos não conseguiram os 38 nomes necessários para inscrever a chapa, frente ao grande apoio de base aos lutadores que vêm dirigindo a entidade. Os patrões foram à casa de alguns dos membros da chapa oferecendo dinheiro para os trabalhadores retirarem o nome da chapa, mas foram denunciados pela categoria. No dia da votação, a categoria deu o troco e compareceu em peso para votar. Uma cena que chamou a atenção foi a de vários motoristas estacionando os ônibus cheios de passageiros em frente ao SINCOTTRAP e descendo para votar.

Belém (PA)
Agricultores ocupam Incra

Cerca de 100 agricultores ligados à Conlutas ocuparam a sede do Incra em Belém, no dia 29 de maio. Eles integram um assentamento e dois acampamentos no nordeste do estado e reivindicam infra-estrutura: energia, estradas com condições de circulação, escolas, postos de saúde etc. Edmilson Andrade, da Associação do Assentamento Benedito Alves Bandeira, disse que “a reforma agrária de Lula é idêntica à de FHC, muita propaganda e pouca ação“.
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