Em defesa do bancário e diretor sindical Paulinho

Paulo Sérgio Martins, o Paulinho, funcionário do Banco Itaú, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região e militante do PSTU

Como não se bastassem os ataques que o governo e o Congresso estão fazendo contra a classe trabalhadora brasileira, a direção majoritária, ligada à Frente Nacional de Oposição Bancária (FNOB) instalada no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, parece tentar quebrar a luta e a resistência dos bancários. E o faz por quais meios? Ao tentar expulsar da diretoria da entidade sindical uns dos nomes mais conhecidos da luta bancária, o diretor Paulo Sérgio Martins, o Paulinho, funcionário do Banco Itaú.

Paulinho é, atualmente, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, direção do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – Liga Internacional dos Trabalhadores (PSTU-LIT) da cidade de Bauru e notório lutador da classe trabalhadora.

Entretanto, sob a alegação de que Paulinho teria falsificado uma ata de reunião executiva do Sindicato e enviado esta para o Banco BV Financeira no intuito de prejudicar uma trabalhadora, uma parte dos diretores do Sindicato dos Bancários abriu um processo de expulsão sem nenhuma apuração dos fatos ou possibilidade de defesa.

Em primeiro lugar, esclarecemos que a ata usada como bode expiatório desse processo de expulsão não é falsa, pois é produto direto de uma transcrição. Entretanto, o documento assinado por Paulinho não é o mesmo que fora enviado ao banco, visto que a ata recepcionada pelo BV Financeira data do dia 2 de dezembro de 2016 sem a assinatura de Paulo Sérgio Martins. Por outro lado, a Comissão de Ética instalada para “apurar” os fatos, nega-se categoricamente a investigar junto aos Correios o nome da pessoa responsável por ter enviado esse documento ao banco. Desse modo, a acusação que recai sobre Paulinho não foi (nem poderia ser) provada do ponto de vista jurídico, tampouco político.

Uma das poucas vozes, dentro e fora do sindicalismo, que sempre defendeu o fim do vergonhoso imposto sindical, Paulinho é um diretor sindical histórico que esteve e está à frente de importantes combates, como na luta contra a privatização do Banespa; contra o fechamento de agências; contra a terceirização de setores, tal como os trabalhadores da Gfug (Caixa Econômica Federal) podem confirmar; pela atuação direta na reintegração de diversos bancários demitidos injustamente; e atualmente contra as reformas trabalhista e previdenciária que Temer e o Congresso de vagabundos tentam aprovar, tal como foi no dia 24 de junho, quando Paulinho foi o único diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região presente na grande manifestação dos movimentos sociais, duramente reprimida em Brasília.

Nesse sentido, cabem as seguintes perguntas: qual o motivo real da tentativa de expulsar do sindicato, sem prova e sem defesa, um dos diretores mais reconhecidos pela categoria bancária e pelo conjunto dos trabalhadores da região? A quem, senão aos banqueiros e aos governantes corruptos, interessa, de fato, a expulsão de Paulinho?

A essas perguntas, respondemos apenas como uma única afirmação: a acusação leviana e a tentativa de expulsão, além de criminosa juridicamente, é um atentado não apenas pessoal contra Paulo Sérgio Martins, ou “picuinha do mundo sindical”, mas sim um duro ataque contra os bancários e bancárias que no último pleito do sindicato, depositaram confiança em Paulinho como representante legítimo dos trabalhadores dos bancos.

Por isso, chamamos todos os bancários não apenas a repudiar o método antidemocrático de acusar sem provar, o qual se utiliza a direção majoritária do Sindicato dos Bancários, mas também chamamos os trabalhadores a se expressarem categoricamente em apoio a Paulinho, pela sua trajetória limpa e coerente em defesa de nossos direitos.


Nenhum lutador a menos em nosso sindicato!
Paulinho fica!

Por Minoria da diretoria do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas