Elac: todos à jornada antiimperialista dos dias 12 a 18 de outubro

A crise econômica não sai dos noticiários. Todos os dias os trabalhadores vêem na TV bilhões e bilhões de dólares injetados para salvar bancos à beira da falência. Mas quem vai pagar pela crise? Quem vai pagar pelos US$ 700 bilhões que Bush vai destinar para evitar a quebra dos grandes especuladores?

Não há dúvidas que governos e patrões de todo o mundo já estão cobrando a conta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo. Para recuperar seus lucros os capitalistas vão devorar os salários dos trabalhadores com a inflação, aumentarão o ritmo de trabalho, destruirão os serviços públicos de saúde e educação e demitirão milhões de trabalhadores. Além disso, vão continuar roubando nossas riquezas naturais e cobrando as fraudulentas dívidas dos países da América Latina.
É por isso que os trabalhadores de todos os países do continente precisam se unir para se defender dos ataques e dar uma resposta à crise.

Essa é a razão da Semana Antiimperialista, que será realizada em toda a América Latina entre os dias 12 e 18 de outubro. A jornada de lutas foi definida no Encontro Latino-Americano e Caribenho dos Trabalhadores (Elac), ocorrido nos dias 7 e 8 de julho em Betim (MG).

As entidades que formam o Elac e estão chamando a Semana Antiimperialista são a COB da Bolívia, Conlutas do Brasil, Batalha Operária do Haiti, a Tendência Classista e Combativa do Uruguai, a CCURA da Venezuela e a Mesa Coordenadora do Paraguai. Além dessas entidades, também participaram do Elac representantes da Federação Estudantil da Costa Rica e da CGT costarriquenha, além de sindicalistas do Peru, Equador, Colômbia e México.

As principais bandeiras internacionais dessa jornada serão a luta contra a ocupação militar do Haiti, exigindo a retirada imediata das tropas brasileiras, e a solidariedade com os trabalhadores bolivianos em sua luta contra a ultradireita fascista. Nesse país, só a mobilização pode conseguir derrotar a ultradireita, e não os acordos promovidos pelo governo Evo Morales.

Em muitos países já estão marcadas mobilizações. Na Colômbia a jornada será no dia 7 de outubro. No Uruguai, haverá uma paralisação no dia 9. Na Argentina serão realizadas manifestações dos dias 13 a 17. Também está marcada uma passeata para o dia 14 no Paraguai.

Jornada no Brasil
No Brasil a principal atividade da Semana Antiimperialista será uma marcha do funcionalismo federal no dia 16, onde será combinada a campanha salarial com as manifestações internacionalistas. Nesse dia será realizado um ato em frente ao Ministério do Planejamento e um outro protesto em frente ao Itamaraty contra a ocupação do Haiti, liderada pelo Brasil.

No Rio de Janeiro também está marcado para o dia 16 um protesto exigindo a retirada das tropas do Haiti.

Os trabalhadores da construção civil de Belém realizarão no dia 17 um seminário sobre a criminalização dos movimentos sociais. A atividade é uma iniciativa conjunta da Conlutas do MST e da CPT. O movimento promete realizar uma série de protestos em defesa da soberania alimentar junto com a Semana Antiimperialista.

Em Minas Gerais ocorrerão atos durante a semana que envolvem o movimento popular e sindical. No interior do estado estão marcados atos e protestos na categoria metalúrgica que tem um indicativo de greve. No dia 17 será realizado um ato conjunto.

Em São José dos Campos (SP) serão realizadas assembléias, paralisações e panfletagens. A Conlutas e a Intersindical também farão um ato público no dia 16.

Em São Paulo serão realizadas manifestações contra a carestia. A iniciativa é da Conlutas, Intersindical, Ação Popular, MST e pastorais operárias, que estão indicando um ato para o dia 16. Os organizadores também querem envolver os bancários que iniciaram sua greve nacional no último dia 7.

“No restante do país, as Conlutas estaduais estão buscando entrar em contato com outras organizações e categorias em luta. A jornada também será uma forma de fortalecer as lutas específicas”, explicou Atnágoras Lopes, da secretaria executiva da Conlutas.

É hora de os trabalhadores latino-americanos darem sua resposta à crise econômica e lutarem contra a dominação imperialista. Todos à Semana Antiimperialista de 12 a 18 de outubro!

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