É possível acabar com a corrupção?

Nesta eleição vamos ver o PSDB-PFL, assim como o PT, fingirem-se de indignados com a corrupção. Vão apresentar propostas que não resolvem nada (como a proposta de reforma política por uma Assembléia Constituinte feita, por Lula), e depois a corrupção vai aumentar ainda mais. Por que a corrupção cresce? Existe alguma maneira de realmente enfrentar o problema? Como a Frente de Esquerda deveria
abordar esse tema?

O país assiste a uma das maiores crises de corrupção de sua história. Depois do episódio do mensalão no ano passado, o recente caso dos sanguessugas chega a causar perplexidade pelo número de envolvidos e a vasta documentação que atesta a corrupção generalizada no Congresso Nacional.

Agora, quase toda a cúpula política de Rondônia (incluindo um candidato a vice-governador, o presidente do Tribunal de Justiça, o presidente da Assembléia Legislativa e a quase totalidade dos deputados) está envolvida em atos de corrupção, gravados e filmados.

É uma história sem fim. Quando se pensa que esses políticos chegaram ao fundo do poço, vem mais um escândalo mostrando que podem cair ainda mais. Antes, dólares nas cuecas que até hoje não foram explicados. Depois, o roubo através do superfaturamento de ambulâncias, prejudicando diretamente a assistência médica nos municípios. Agora, o troca-troca da Justiça com a
Assembléia de Rondônia.

Tanto o mensalão quanto os sanguessugas guardam uma importante identificação: ambos esquemas tiveram início pelo menos no governo Fernando Henrique Cardoso, sendo aprofundados pelo governo Lula. Na verdade, os esquemas vêm de mais longe. Como afirma o próprio ex-presidente FHC à revista Época: “Dizem que os sanguessugas começaram em meu governo. Mas quem começou com sanguessugas? Pedro Álvares Cabral”.

A enorme pizza em que as investigações do mensalão resultaram, e que deve repetir-se agora com os sanguessugas, tem um único motivo: tanto PT quanto PSDB e PFL estão comprometidos com esquemas corruptos, constituindo-se hoje, nas palavras do próprio procurador da República, em verdadeiras quadrilhas criminosas.
As acusações entre Lula e Alckmin de corrupção nas eleições. Mas estes dois blocos querem manter a corrupção atual, e a disputa entre eles é para ver quem será o beneficiário.
Post author Eduardo Almeida e Diego Cruz, da redação
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