Diga NÃO à Reforma Universitária!

De 1º a 7 de setembro, haverá o Plebiscito Nacional sobre a reforma Universitária, que, além do protesto, levará a discussão às salas de aulaO governo Lula, através das medidas provisórias, já iniciou a reforma Universitária aprovando alguns de seus pontos. Ao contrário do que dizia no início de seu mandato, o governo petista não chegou nem a ensaiar um debate com a sociedade sobre as reformas que vem implementando. Isso porque, mesmo com todo seu aparato de propaganda, ele sabe que é difícil perguntar à população se ela quer ver as universidades públicas privatizadas.

Por isso, apesar da UNE estar junto com o governo, apoiando a reforma, a Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes (Conlute), apoiada por dezenas de entidades estudantis e encontros estaduais contra a reforma, está organizando um Plebiscito Nacional sobre o tema. De 1o a 7 de setembro, o debate sobre a reforma irá para as salas de aula, estará estampado em cartazes e materiais, para que a voz dos estudantes esteja nas urnas defendendo a universidade pública e dizendo não à reforma do governo Lula. O objetivo é coletar 50 mil votos e levar o resultado até Brasília na marcha do dia 25.

O Plebiscito questionará a reforma Universitária, o novo Provão do governo (Enade), o Prouni, que dá isenções fiscais aos donos de faculdades pagas em troca da abertura de vagas, e a postura da UNE diante de tudo isso.

O calendário do movimento estudantil chama também um boicote ao novo provão (Enade) instituído de forma autoritária pelo governo. O Enade nada mais é do que um Provão com roupagem petista, que inicia a reforma Universitária. Está previsto que as universidades que forem mal avaliadas terão suas verbas cortadas. Para o boicote, a Conlute orienta que os estudantes compareçam à prova, colem o adesivo e a entreguem em branco.

Durante a semana do plebiscito e do boicote, a Conlute estará cadastrando todos os que desejarem participar da marcha em Brasília, pois quem vota contra a reforma também deve estar nas ruas lutando contra ela.
Post author Júlia Eberhardt, da coordenação da Conlute
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