Dia 21 impulsiona unificação das mobilizações

A Conlutas realizou no dia 21 de junho um dia de mobilizações em defesa dos direitos e contra a criminalização dos movimentos sociais. Unificando as mobilizações de vários setores em luta, como os metalúrgicos ameaçados de demissão e os servidores públicos, a coordenação buscou a unidade e o fortalecimento das campanhas contra a dívida, as reformas neoliberais de Lula e pela libertação dos presos
do MLST.

Categorias unem forças em São Paulo
Em São Paulo ocorreu um ato público na Assembléia Legislativa do estado que contou com a presença de cerca de 800 pessoas, entre professores da rede estadual e universidades, que exigiam mais verbas para a educação. Os metalúrgicos de São José dos Campos, em luta contra as demissões da Volks, estiveram presentes em uma audiência pública sobre o caso e engrossaram a manifestação.

Na região do ABC, o Sindserv (Sindicato de servidores municipais de Santo André), membros da comissão de fábrica da Volks, entidades estudantis e a Associação de Bairro Oeste/Diadema realizaram um ato em frente a uma concessionária da Volks contra as demissões da multinacional.

Em Minas, 2 mil pessoas
No estado mineiro, cerca de duas mil pessoas realizaram uma manifestação. Estiveram presentes os servidores municipais de BH, Divinópolis e a base de diversas entidades, como Sintappi, Sinkibel e Sindrede. Os metalúrgicos de BH, Contagem e Divinópolis também marcaram presença, junto com os trabalhadores privados da Saúde da capital e Divinópolis, além de associações comunitárias, o Movimento dos Sem-Casa e o DCE da Federal de Minas.

Contra as reformas
Em Brasília, uma comissão de sindicalistas esteve o dia todo no Congresso promovendo um intenso trabalho de pressão sobre os parlamentares, em favor do reajuste do salário mínimo e aposentadorias, e contra a reforma da Previdência, o Super-Simples e pela liberdade dos presos do MLST.

O grupo protocolou na Procuradoria Geral da República o 10 lote do abaixo-assinado da campanha pela anulação da reforma da Previdência. Cerca de 10 mil assinaturas foram entregues, exigindo a anulação da reforma. Apesar disso, a campanha prossegue arrecadando assinaturas.

Após essa atividade, a coordenação empreendeu uma campanha contra o projeto do Super-Simples. Munidos com uma carta aberta explicando os efeitos do projeto para a destruição de vários direitos, assinada por cerca de mil entidades sindicais, os sindicalistas percorreram os gabinetes dos parlamentares divulgando a carta.

A Conlutas participou ainda da audiência pública da Comissão Mista do Salário Mínimo, promovida pela Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados). Os aposentados protestaram contra o arrocho e reivindicaram a aprovação da MP 288/06, que estabelece a mesma percentagem do reajuste do salário mínimo às aposentadorias.

Liberdade aos Presos do MLST!
Já no final do dia, a Conlutas participou de um ato contra a criminalização dos movimentos sociais, exigindo a imediata liberdade dos presos do MLST. Durante o ato, foi formada uma Comissão Permanente que acompanhará a situação dos presos, encaminhando uma campanha pela libertação dos sem-terras.
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