Desemprego nos EUA aprofunda perspectiva de recessão

Relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho norte-americano, no último dia 7, reafirmou os indícios de uma recessão da economia no país num horizonte próximo. O relatório aponta a redução de 4 mil empregos durante o mês de agosto. É a primeira vez desde 2003 que não há aumento nos postos de trabalho. O resultado surpreendeu os analistas, que esperavam uma desaceleração na criação de empregos, mas não sua redução, tampouco uma queda tão grande.

O anúncio do Departamento derrubou as bolsas em todo o mundo, agravando ainda mais a crise financeira. No dia da divulgação, a Bolsa de Nova Iorque caiu 1,87%. Londres fechou em queda de 1,93%, Frankfurt, 2,43% e Paris se desvalorizou 2,63%. As recentes quedas alarmaram mais ainda investidores e autoridades financeiras. Fica cada vez mais difícil esconder que a crise no setor imobiliário norte-americano e a conseqüente turbulência no mercado financeiro não são fenômenos apartados da economia real. O próprio presidente do FMI, Rodrigo Rato, reconheceu a gravidade da crise. “É uma crise grave que certamente terá efeitos em 2007 e 2008”, afirmou.

Os últimos dias colocaram a palavra “recessão” na boca dos economistas. Agora, o temor não é mais de um “pouso brusco” no período de crescimento econômico dos EUA, mas de uma recessão. O anúncio da atual situação da economia norte-americana está forçando uma reavaliação da expectativa de crescimento mundial para 2007.

Imperialismo se mexe
Diante da cada vez maior instabilidade dos mercados, e o agravamento da crise, os principais bancos centrais, com o poderoso FED (Federal Reserve, banco central dos EUA) e o Banco Central Europeu à frente, organizam uma força tarefa anticrise. Após despejarem bilhões nos mercados financeiros para salvarem banqueiros e fundos de investimento, os dirigentes reunidos na cidade de Basiléia, na Suíça, para discutir a crise, resolveram unir forças para agilizar as ações a favor dos mercados.

Os presidentes dos bancos centrais, sob a batuta de Ben Bernanke, do FED, decidiram criar uma espécie de grupo de trabalho para agir no caso de um novo sobressalto. Desde o início da crise, os principais bancos centrais injetaram nada menos que U$ 400 bilhões para salvar banqueiros e minimizar os efeitos da turbulência. A movimentação do imperialismo e o resultado no emprego nos EUA mostram que a recessão pode estar mais perto do que se imagina.

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