CUT e Força Sindical: festa em favor do governo Lula

Como já é tradição no 1º de Maio, as centrais CUT e Força Sindical realizarão enormes festas financiadas pelo Estado e pela iniciativa privada, em favor do governo. A única coisa que as centrais disputarão é a presença de Lula nos atos. As direções das entidades estudam um meio para que o presidente possa participar das duas festas.

Realizado durante anos na avenida Paulista, o ato da CUT em São Paulo teve que mudar de local em 2007. Mas o conteúdo totalmente pró-governo não sofreu nenhuma alteração. O tema deste ano será a exaltação ao PAC (Programa de Aceleração da Crescimento), o pacote de Lula que ataca ainda mais os trabalhadores para beneficiar empresários e fazendeiros. “Desenvolvimento econômico com distribuição de renda, valorização do trabalho e defesa do meio ambiente” será o tema que servirá como pretexto para defender o pacote que, entre outras medidas, mantém o salário mínimo de fome nos próximos anos e congela os salários do funcionalismo.

Já a Força Sindical realiza, além do mega-show, os tradicionais sorteios de automóveis e apartamentos, mostrando que, para a central fundada com o apoio do governo Collor, dinheiro não é problema. Quando o governo prepara ataques sem precedentes aos direitos, a central vai festejar o dia com um tema ambiental: “Trabalhadores em defesa do Planeta Terra”. A questão ecológica, tema de fundamental importância para a classe trabalhadora, é utilizada aqui para não politizar o evento.

Nos últimos anos, as duas festas custaram em média R$ 5 milhões. Entre os patrocinadores, grandes empresas públicas e privadas, como a Caixa Econômica Federal, Petrobras, Santander, Nestlé, Tim, entre outras.

No ano passado, além dos mega-shows, as eleições polarizaram os atos das duas centrais. Enquanto a CUT transformou sua festa num gigantesco palanque eleitoral para Lula, a Força contou com a presença do então pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) e do atual prefeito de São Paulo, o ultra-reacionário Gilberto Kassab (do ex-PFL).

Este ano haverá consenso. Com as diferenças apaziguadas e a Força muito bem representada no governo por meio do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), as duas festas prestarão apoio a Lula enquanto entretêm as massas com pão e circo.
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