CSP-Conlutas consegue liberdade dos presos de Belo Monte

Comissão de parlamentares visita operários presos

O vereador do PSTU em Belém, Cleber Rabelo, esteve em Altamira prestando solidariedade aos operários injustamente detidosO alvará de soltura para libertação dos cinco trabalhadores presos de Belo Monte já foi expedido. A advogada da CSP-Conlutas, Anacely Rodrigues, que acompanha o caso, informou que os tramites legais já foram feitos e os operários libertos.

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Belém (filiado à CSP-Conlutas), Francisco, conhecido como Zé Gotinha, esse é um momento de emoção. “Desde o ano passado, a CSP-Conlutas junto com o Sindicato da Construção civil e parlamentares solidários aos companheiros está na luta para soltar os prisioneiros, por isso, esse momento é muito importante para nós”, informou.

Além da presença de integrantes da Central, uma comissão de parlamentares formada pelos deputados estaduais Edilson Moura (PT-PA) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), e pelo vereador Cleber Rabelo (PSTU) também foi até Belo Monte e contribuiu para que os trabalhadores fossem soltos.

Para Cleber Rabelo a prisão foi uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais e de repressão aos trabalhadores, mas a solidariedade da CSP-Conlutas com o apoio de parlamentares possibilitou essa conquista. “Estamos felizes de saber que os companheiros vão voltar para suas casas e tocar suas vidas”, salientou.

O membro da CSP-Conlutas, Zé Gotinha, acompanhou o drama desses trabalhadores e sabe da importância desse momento para eles e suas famílias. “Nós fizemos todos os procedimentos jurídicos para libertá-los. Esse resultado positivo dá a resposta de que tudo vem na batalha. Se a gente lutar consegue”, destacou Zé Gotinha.

Entretanto, o dirigente alerta que, mesmo com a liberdade dos presos, ainda será preciso uma ampla campanha para que seja arquivado o processo contra os trabalhadores. Eles são acusados de formação de quadrilha e de terem provado um incêndio no canteiro de obras em que trabalhavam. “Não há provas contra eles, por isso temos que continuar dando o nosso apoio”, concluiu.