Cronologia da Conlutas

2005
17 de agosto – Conlutas realiza ato contra corrupção
Em meio aos escândalos do mensalão, a Conlutas organizou um grande ato na Esplanada dos Ministérios contra a corrupção. A roubalheira no governo e no Congresso deixou milhões de trabalhadores perplexos. Milhares de pessoas foram à capital para dizer um basta à roubalheira. Um dia antes, os governistas da UNE, da CUT e do PT realizaram um ato em apoio ao governo que terminou num grande fracasso.
 
18 de agosto – II Encontro Nacional da Conlutas
A Conlutas realizou seu II Encontro no dia 18 de agosto, em Brasília. O evento ocorreu no dia seguinte à vitoriosa marcha que tomou Brasília. Parte dos ativistas e entidades que participaram da marcha permaneceu na capital federal para, no dia seguinte, definir os próximos passos da coordenação.

2004
Encontro de Luziânia
Nos dias 13 e 14 de abril, ocorreu o Encontro Nacional Sindical, com cerca de 1.800 pessoas, em Luziânia (GO). Foi o primeiro passo para a construção da Conlutas. A partir daí, sindicatos e organizações dos trabalhadores criaram uma Coordenação Nacional de Lutas que contou com a participação de todas as entidades favoráveis a sua criação. A coordenação era aberta. Isso permitiu que entidades e setores que ainda não estavam de acordo com sua criação pudessem participar dela.
 
16 de junho
Primeira marcha a Brasília da Conlutas
A Conlutas realizou sua primeira marcha a Brasília. Milhares de ativistas de todo o país participaram: estudantes, servidores públicos, metalúrgicos, trabalhadores do setor privado, sem-terra e sem-teto. Todos deram um colorido especial às largas avenidas da capital federal com muita criatividade e alegria, além das tradicionais faixas e bandeiras do movimento. O eixo da manifestação foi a luta contra as reformas trabalhista e sindical e o desmonte dos serviços públicos.

2006
5 a 7 de maio – Conat funda a Conlutas
Mais de 2.700 delegados participaram do I Congresso da Classe Trabalhadora (Conat), em Sumaré (SP), e puderam acompanhar a fundação de uma verdadeira entidade dos explorados e oprimidos. Por decisão da ampla maioria, a Conlutas tornou-se uma entidade sindical e popular. O clima entre os delegados e participantes foi de muita emoção.

2007
25 de março – Encontro contra reformas reúne 6 mil
O encontro contra as reformas, realizado em São Paulo, superou todas as expectativas e reuniu mais de 6 mil lutadores de todas as partes do país. Cinco mil conseguiram se credenciar antes que os crachás acabassem. Ao todo, estiveram presentes 626 entidades: além da Conlutas, Intersindical, FST, MTL, MTST, pastorais sociais, Conlute, Andes-SN, ASSIBGE, Condsef, Fenafisco, Fenasps, Sinasefe e Sinait. Além de MST, CSC, PSTU, PSOL e PCB. Sob o lema “é possível lutar, é possível vencer”, o encontro aprovou um calendário comum de lutas e um dia de paralisação nacional, 23 de maio.
 
23 de maio – Trabalhadores cruzam os braços contra reformas
A jornada nacional de lutas foi uma grande vitória da classe trabalhadora. Operários, sem-teto, sem-terra, estudantes, professores e servidores públicos foram às ruas contra as reformas previdenciária e trabalhista do governo Lula. De acordo com o levantamento da Conlutas, cerca de 1,5 milhão de trabalhadores e estudantes participaram de alguma forma de protesto.
 
24 de outubro – Nova marcha a Brasília
A Conlutas realizou nova marcha a Brasília. A Marcha Nacional em Defesa dos Direitos reuniu milhares na esplanada, entre estudantes, sem-terra, sem-teto, metalúrgicos e servidores.
 
2 a 4 de Novembro – Coordenação realiza encontro de negros
Em novembro é realizado o I Encontro Nacional de Negros e Negras da Conlutas, em São Gonçalo (RJ). A participação de mais de 600 pessoas na atividade foi muito superior à expectativa. O encontro aprovou a criação de um movimento nacional classista de negros e negras.

2008
19 a 21 de abril – Mulheres da Conlutas lançam proposta de movimento
A Conlutas realizou em São Paulo o I Encontro Nacional de Mulheres. O tema foi “Luta contra o machismo e a exploração da mulher”. O encontro lançou a proposta de um movimento classista feminista.

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