Crise enfraquece hegemonia americana

A reunião do G-20 também foi mais uma demonstração da crise política que envolve os principais países imperialistas. Uma crise marcada, sobretudo, pelo fato de os EUA, país imperialista hegemônico, não conseguirem construir uma resposta unificada para a crise econômica.

No primeiro momento da crise, o governo Obama – com toda sua áurea “multilateral” – conseguiu oferecer uma resposta ao conjunto dos governos imperialistas. Isso foi central para enfrentar a crise e impulsionar a recuperação de 2009. No entanto, a situação mudou. Hoje o imperialismo ianque tem grandes obstáculos na tentativa de coordenar uma saída conjunta dos países imperialistas para a crise.

A fraca recuperação e o alto desemprego nos EUA proporcionaram a derrota eleitoral de Obama. O resultado foi produto da decepção de um setor do eleitorado dos EUA diante das promessas de “mudanças” feitas em sua campanha presidencial. O que se viu é que o presidente não governava para os pobres e despossuídos, mas sim para Wall Street.
A derrota fragilizou Obama, que agora terá que governar com um parlamento opositor. Uma situação que o levará ainda mais à direita, e com menos condições de conduzir uma resposta unificada dos países imperialistas para a crise.

No congresso, o Partido Republicano já prepara um projeto para reduzir o déficit fiscal contendo uma série de medidas de austeridade. O plano inclui um corte significativo dos benefícios da seguridade social, o aumento para 69 anos na idade mínima para se aposentar, redução de 10% dos empregos públicos e congelamento de seus salários durante três anos. O projeto também prevê uma série de medidas protecionistas como o aumento de taxas alfandegárias para os produtos fabricados na zona do Nafta (EUA, Canadá e México).

Não há nenhuma nova potência que possa substituir ou desafiar os EUA, econômica ou militarmente. A União Europeia continua sendo um bloco regional imperialista, que aceita a hegemonia norte-americana. A China, por sua vez, cresce apenas devido aos investimentos das multinacionais imperialistas que utilizam o país (e sua mão de obra barata) como uma plataforma de exportação.
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