Contra o machismo, Bolsonaro e a exploração, vamos fazer rebelião!

Foto Marcelo Camargo/ABr

A disputa eleitoral se intensificou com o surgimento de uma movimentação das mulheres contra a candidatura de Bolsonaro. Na esteira do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, criado no Facebook, estão sendo chamados atos de rua para o dia 29 de setembro. Esse não é um fenômeno novo. Também ocorreu com Trump, nos Estados Unidos, e com Marine Le Pen, na França. É também expressão, no terreno das eleições, da polarização social e política do país.

Por um lado, há um fortalecimento de candidaturas que se valem de discursos reacionários e preconceituosos, direcionados especialmente aos setores oprimidos. Por outro, isso tem provocado uma reação que, muitas vezes, ultrapassa a própria eleição.

Não é de hoje que Bolsonaro aponta sua metralhadora giratória contra as mulheres e, também, contra negros, LGBTs, imigrantes e quilombolas. Ele já defendeu que mulher deve ganhar menos porque engravida e minimizou a violência contra a mulher, os estupros e os feminicídios. Bolsonaro também é conhecido por gritar e xingar mulheres, como no episódio em que chamou a jornalista da Rede TV, Manuela Borges, de idiota e analfabeta. Em outra ocasião, declarou que só não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela era feia e não fazia o tipo dele. Não por acaso, ele acumula uma enorme rejeição pelo eleitorado feminino: 49% das mulheres afirmam que não votariam no candidato de jeito nenhum.

Bolsonaro tem um histórico de apoio a medidas contra a classe trabalhadora. Votou a favor da reforma trabalhista, da lei das terceirizações e do teto dos gastos, que congela por 20 anos o investimento em saúde e educação. Bolsonaro é um picareta que enriqueceu na política, defende a reforma da Previdência, as privatizações e a redução de impostos para as empresas. Por isso, é mais do que compreensível que as mulheres estejam se organizando para barrar sua eleição. É muito progressivo que essa organização se dê nas ruas.

ELE NÃO! MAS ELES TAMBÉM NÃO!
Mulheres contra Bolsonaro votam em Vera!

Para derrotar Bolsonaro, o machismo e a exploração, o caminho é a mobilização e as ruas. É importante que se diga também que, para defender as mulheres trabalhadoras, não basta combater só Bolsonaro nem apenas ser mulher. Precisamos combater todos os candidatos e projetos que, independentemente do discurso, aprofundam, na prática, a opressão e a exploração sobre as mulheres trabalhadoras, sejam os diretamente burgueses, como Alckmin (PSDB), Ciro e Kátia Abreu (PDT), Marina (REDE), sejam aqueles que defendem a conciliação de classes, como Haddad (PT), e a reforma do capitalismo, como Boulos (PSOL).

Precisamos unir a classe trabalhadora em torno de um programa que atenda aos nossos interesses. Para garantir emprego, saúde, educação, transporte, moradia e terra, bem como combater o machismo e a violência contra as mulheres, é necessário suspender o pagamento da dívida aos banqueiros, que consome quase 50% do orçamento público. É preciso investir esse dinheiro num plano de obras públicas de construção de casas populares, hospitais, creches, lavanderias públicas e restaurantes comunitários para acabar com o desemprego e garantir serviços de qualidade para a população e reduzir a dupla jornada da mulher. Além disso, é necessário promover políticas de enfrentamento ao machismo, por meio de campanhas publicitárias, e implementar serviços públicos e profissionais capacitados para atender mulheres em situação de violência.

Por isso, nessas eleições, a única candidatura que representa os interesses das mulheres trabalhadoras é a candidatura de Vera e Hertz, a única que defende um programa de ruptura com o sistema capitalista e aponta para uma saída socialista para a classe trabalhadora. É a única que faz um chamado à rebelião para impor esse programa, pois sabemos que não será pelas eleições que vamos resolver nossos problemas, mas somente organizando os de baixo para derrubar os de cima.

No dia 7 de outubro, vote contra Bolsonaro, o machismo e a exploração. Vote por uma rebelião e pelo socialismo! Vote Vera 16!