Conselho de Sindicatos dos trabalhadores dos Correios decide manter greve

Reunião também aprova resoluções cobrando do presidente Lula solução para a greveOs trabalhadores dos Correios completaram a segunda semana de greve com 23 estados paralisados. No último dia 12 foi realizado em Brasília o VI CONSIN (Conselho de Sindicatos), onde estiveram presentes 27 sindicatos mais a direção colegiada da FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). Na ocasião os sindicalistas decidiram manter a greve e exigir intervenção direta de Lula. Algo que não estava nos planos dos sindicalistas governistas, que apostavam na possibilidade de resolver a greve na justiça e, assim, preservar a imagem do governo federal. Mas a manobra fracassou quando foi revelado aos sindicalistas que TST (Tribunal Superior do Trabalho) está em recesso e só retorna no dia 14 de agosto. Dessa forma, dificilmente poderá ser realizada uma sessão extraordinária.

Diante deste cenário, a maioria esmagadora do CONSIN aprovou uma série de medidas para cobrar do presidente Lula uma solução para a greve. Entre elas, a realização de um acampamento em frente ao Palácio do Planalto, a partir desta segunda-feira, dia 14. Os grevistas irão também cobrar do governo Lula o cumprimento integral do Termo de Compromisso assinado (e prometido pelo governo) e realizarão atos de protesto por todo o país, onde o presidente estiver.

Reivindicações
A greve teve inicio no dia 1° de julho. Os trabalhadores estão exigindo o cumprimento do acordo que foi assinado em novembro com a empresa, quando o governo se comprometeu por meio de um Termo de Compromisso implementar o adicional de risco de 30% sobre os salários dos carteiros. Mas o compromisso ficou só nas palavras, pois o governo Lula se recusa e implementar a medida.

Além disso, os grevistas exigem a aprovação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos trabalhadores e não o defendido pelo governo Lula e pela ECT, que visam explorar ainda mais os trabalhadores.

A categoria defende também o repasse linear para toda categoria dos 25% do lucro destinados à Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A reivindicação visa impedir que ocorram distorções absurdas. Enquanto o Presidente da ECT Carlos Henrique Custódio recebeu mais de R$ 44 mil tiveram trabalhadores que ganharam apenas R$13,00.