Comerciários da Baixada Fluminense: “Sindicato é para ação. Divisão favorece o patrão”

Chapa elege 81% dos delegados para o Congresso da categoriaO Sindicato dos Trabalhadores de Comércio de Nova Iguaçu e Regiões, da Baixada Fluminense (RJ), no dia 19 de fevereiro, realizou uma assembleia para eleger delegados para o próximo congresso da categoria. Agendado para março, o encontro discutirá, entre outras coisas, um plano de lutas para enfrentar as demissões que já estão ocorrendo no comércio.

Na assembleia, foram apresentadas duas chapas: a Chapa 1 – Comerciários em Luta, composta por militantes do PSTU e independentes, e a Chapa 2 – Reação Comerciária, da CST, corrente interna do PSOL. Com 125 votos contra 26, a Chapa 1 elegeu 81% dos delegados para o Congresso.

Durante a assembleia, lamentavelmente, a CST continuou com os ataques que vem fazendo nos últimos meses contra o PSTU. Os militantes da CST que integram a direção do sindicato, através de calúnias e difamações acusam o PSTU, sem qualquer prova ou indício, de roubar a categoria.

Desgastados e sem credibilidade na base dos comerciários, os militantes da CST, com o intuito de fragilizar o PSTU perante os trabalhadores, não só mentem como se aproximam dos patrões, utilizando métodos que são incompatíveis com uma moral operária e revolucionária. Além de desrespeitarem a democracia dos trabalhadores não acatando as deliberações aprovadas nas instâncias do sindicato e nas assembleias da categoria, a CST chegou ao absurdo de se utilizar do aparato de repressão burguesa ao levar, para dentro do sindicato, um policial militar com o intuito de intimidar os militantes do partido.

O PSTU, apesar dos ataques sofridos, vem fazendo um sistemático chamado à unidade a todos os setores que compõem a diretoria do sindicato, incluindo a CST, pois compreende que a classe trabalhadora atravessa um momento de gravidade. A crise econômica atual já comprovou do que os patrões e governos são capazes para salvar o capitalismo. Só um sindicato unido e forte poderá impedir os duros ataques do capital – redução salarial, perda do emprego e de direitos.

O resultado da votação não deixa qualquer margem de dúvida sobre quem tem razão e está com a verdade. A categoria, ao votar massivamante na chapa do PSTU, sinaliza em qual setor do sindicato ela confia e com quem ela está disposta a enfrentar os desafios que tem pela frente.

Desmoralizados e pressionados pelos trabalhadores do comércio, os militantes da CST foram obrigados a desmentir todas as acusações feitas aos militantes do PSTU. No auge do seu desespero, chegaram a chamar os comerciários de burros.

Indignada com tudo que os diretores da CST têm feito, a categoria votou quase por unanimidade a devolução de todos eles para os seus locais de trabalho e que eles devolvam os celulares pagos pela categoria.

Enquanto a CST mente e calunia, o PSTU segue apresentando o seu programa e organizando os trabalhadores do comércio para enfrentar a crise econômica e derrotar as tentativas dos patrões de retirar os seus direitos. Pois, como afirmou Renato Gomes, diretor do sindicato e militante do PSTU, “o sindicato é para lutar, e aqueles que apostam no fracionamento e no divisionismo, como está fazendo a CST aqui, enfraquecem a luta e serão responsáveis, portanto, pela derrota da classe trabalhadora”.

Os comerciários de Nova Iguaçu e região estão mais fortes e unidos para construir um Congresso vitorioso e para encarar seus desafios que não são poucos. A patronal já anunciou que, por conta da crise econômica, este ano não haverá aumento salarial. As demissões acontecem todos os dias, como nas Casas Bahia, na Casa & Vídeo, no Supermercado Guanabara, que demite os funcionários antigos que têm as horas-extras incorporadas ao salário, ou na Di Santini, que quer substituir os comissionados por trabalhadores com salário fixo para reduzir pela metade o salário.

Os comerciários já sabem que a luta contra os patrões e o governo será dura. Por isso, cantavam na assembleia: “O sindicato é pra ação / a divisão só favorece o patrão!”.