Com greves e paralisações, petroleiros mostram disposição de luta

Seguindo o indicativo da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que estabeleceu para esta quarta-feira (26/09) um Dia Nacional de Lutas, os petroleiros dos sindicatos que formam a FNP estão em plena luta em diversas unidades da Petrobrás. A direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) aderiu ao chamado e também chamou greves e paralisações em suas bases.

O objetivo é pressionar a companhia a avançar na negociação das reivindicações da categoria. Neste sentido, a Diretoria Executiva da FNP indica aos seus sindicatos que dêem continuidade, a partir de amanhã (27/09), aos atrasos e paralisações

Uma das vanguardas destas paralisações é a base do Litoral Paulista. Por isso, após a greve de 24h desta quarta-feira, as paralisações continuarão nas unidades de terra e nas plataformas. No Litoral, houve paralisação na RPBC e nos Terminais Alemoa, Pilões e Tebar, na UTGCA houve corte de rendição logo pela manhã, com adesão de praticamente 100% dos operadores. A média de participação dos petroleiros do ADM também foi alta: cerca de 90%. Em duas bases, Alemoa e Pilões, os terceirizados se somaram à paralisação. Nos prédios administrativos da UO-BS, a mobilização atingiu o Edisa Palazzo, onde houve adesão parcial dos trabalhadores.

Nas plataformas da Bacia de Santos (Merluza e Mexilhão), a emissão de PT (Permissão de Trabalho) foi suspensa a partir da zero hora do dia 26. Foram mantidas apenas as atividades para manutenção da segurança e habitabilidade das plataformas. Os embarques de hoje não serão suspensos, mas os grupos que embarcarem irão manter o movimento grevista.

Em São José dos Campos, foi deflagrada greve de 24h, com corte de rendição no turno das 7h. Já no ADM, uma pequena parcela dos trabalhadores aderiu ao movimento, retornando para suas casas. Na parte da tarde, o corte na rendição dos turnos será mantida.

Em Sergipe, os petroleiros da UTGN, em Carmópolis, deflagraram greve de 24h com participação dos petroleiros terceirizados das contratadas. Na sede (Rua Acre) e no Complexo de Atalaia (Tecarmo), foram realizadas paralisações de duas horas. Em Alagoas, houve atraso na estação do Pilar. A previsão é de que as mobilizações sejam estendidas, a partir de amanhã (27/09), para outras bases como a estação de Furado, Carmópolis e Fafen.

Na base do Sindipetro-PA/AM/MA/AP, os trabalhadores da Transpetro Belém deflagraram greve de 24h, com adesão de 100% do Turno e 75% do ADM. No Prédio Alcindo Cacela, foi realizada paralisação de 3 horas, com adesão de 50% do ADM. Em Urucu, foi realizado corte na emissão de PT e na Sede Manaus (UO/AM) os petroleiros do ADM atrasaram o expediente em duas horas.

Na base do Sindipetro-RJ, os trabalhadores do TABG e de Angra dos Reis cruzaram os braços logo pela manhã, atrasando o início do expediente em uma hora.

A base passa por cima da direção governista da FUP
Apesar da orientação geral da FUP, que foi obrigada a chamar a paralisação de 24 horas, muitos de seus sindicatos não quiserem implementar a paralisação. A direção do Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo, por exemplo, quis somente parar duas bases, a estação de Suzano e a Recap, mas a partir da intervenção da oposição e da disposição de luta da base, o terminal de Barueri passou por cima da direção e parou 100%, assim como em Guararema. Na Replan , em Campinas foi a mesma coisa. a direção do Unificado não queria fazer a greve mas a base passou por cima e bancou 24 horas de paralisação.

Está demonstrado que os trabalhadores da Petrobrás querem aumento real no salário básico e fim das remunerações variáveis, além disso, há indignação da categoria pela 11ª Rodada de Leilões chamada pelo governo Dilma.

Por isso é necessário marcar novas mobilizações unificadas e uma Plenária Nacional dos Petroleiros em luta para decidir pela deflagração de uma greve geral da categoria. Por aumento real e pelo suspensão da 11ª rodada de leilões.

Colaboraram o companheiro Duarte, petroleiro de Barueri e Cae, petroleiro de Santos

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