Centrais sindicais fazem ato em solidariedade à luta dos trabalhadores europeus

Faixa unitária em solidariedade à luta dos trabalhadores europeus
Raíza Rocha

CSP Conlutas reafirmou a necessidade de intensificar a luta contra a flexibilização de direitos também no BrasilNo dia que Espanha, Portugal, Grécia e Itália pararam e trabalhadores de diversos países do continente europeu saíram às ruas contra os planos da Troika (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Européia), centrais sindicais brasileiras realizaram um ato unificado em frente ao Consulado Espanhol, em São Paulo, em solidariedade à luta dos trabalhadores europeus.

A manifestação convocada pela CSP Conlutas, CUT, UGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central ocorreu nesta manhã, 14 de novembro, quando já acontecia a greve geral de 24h que unificou a luta dos trabalhadores europeus contra os planos de austeridade e os cortes sociais no continente. Para o dirigente da CSP Conlutas, Dirceu Travesso, as mobilizações na Europa representam um momento histórico não apenas para os trabalhadores europeus, mas para os trabalhadores de todo o mundo. “A classe trabalhadora mundial sai mais fortalecida. Sairemos fortalecidos para enfrentar e dar o apoio para a luta dos mineiros na África do Sul, para os trabalhadores que protagonizam a primavera árabe, para as mobilizações da juventude no Chile e também para os próximos enfrentamentos que serão travados no Brasil. Todos essas lutas são contra o mesmo inimigo: a crise criada pelo imperialismo”.

O dirigente da CSP Conlutas lembrou que os efeitos da crise, ainda que em passos lentos, também já chegou ao Brasil, a exemplo das ameaças de demissão na GM e o projeto do ACE (Acordo Coletivo Especial) que flexibiliza direitos trabalhistas. “É preciso intensificar a solidariedade contra a retirada de direitos dos trabalhadores no mundo todo. Aqui, no Brasil, isso poderá ser feito unificando e ampliando a luta contra a flexibilização dos direitos, as privatizações e o ataque ao serviço público”.

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