Categoria impede desmonte da greve

Na reunião do Comando Nacional de Greve da Fasubra (CNG), no 2 de novembro, as correntes governistas conseguiram aprovar o indicativo de fim da greve, aproveitando-se do esvaziamento do CNG, em virtude do feriado.

Desconsiderando o fato de que o governo não avançou um milímetro além dos R$ 250 milhões no Orçamento de 2006 – que significa distribuir poucas migalhas aos servidores – e que a greve ainda segue com muito fôlego em várias unidades, Tribo, PCdoB e Democracia Socialista vêm em socorro de Lula, para desmontar o movimento dos técnicos administrativos. Além disso, tentaram aplicar um duro golpe na unidade dos setores da educação, isolando as greves do Andes e do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional).

Entretanto, a manobra de desmontar a greve não deu certo. A ampla maioria das assembléias dos trabalhadores em educação federal, realizadas na última semana, rejeitaram o indicativo de fim da greve, tornando a vida mais dura para os aliados de Lula no movimento sindical. Os trabalhadores não aceitaram sair de uma greve, após 75 dias, com “uma mão na frente e outra atrás”, apenas com a promessa de migalhas para o próximo ano, e seguem com a luta pelo conjunto das reivindicações.
Além da continuidade da greve na educação federal, foram aprovadas nas assembléias uma série de medidas para avançar na luta, como a unificação dos Comandos de Greve e das equipes de negociação de Andes, Fasubra e Sinasefe, a realização de uma grande Marcha a Brasília no dia 22 de novembro, além de atos públicos nos estados, por ocasião das inscrições para o vestibular.

É preciso garantir a unidade de todos os setores em greve, construindo um comando nacional de greve unitário que organize atividades e componha uma única mesa de negociação para forçar o governo Lula no atendimento das reivindicações. Isso deve estar sintonizado com uma forte mobilização dos servidores e contar com o apoio dos estudantes, que têm um Comando Nacional de Greve instalado em Brasília. É preciso botar o bloco na rua, desenvolver atividades públicas, nos estados e em Brasília, radicalizando as ações na greve.

Post author Paulo Barella, da Direção Nacional do PSTU
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