Caso Sundermann: 17 anos de impunidade

No dia 12 de junho de 1994, dias após a fundação do PSTU, José Luis e Rosa Sundermann foram executados a tiros em casa, de madrugada. Nada foi levado.

José Luís havia presidido o Sindicato dos Trabalhadores da UFSCAR e Rosa havia acabado de ser eleita para a Direção do PSTU. Os dois apoiavam a luta de cortadores de cana e catadores de laranja, o que incomodou donos das usinas e fazendeiros.

O inquérito foi arquivado e ninguém foi indiciado. Por isso, em março de 2005 os advogados do então Instituto e hoje Fundação José Luiz e Rosa Sundermann entraram com uma petição na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciando a negligência do governo. Segundo o advogado Américo Gomes, a OEA acatou e o caso será reaberto.

ATO – A notícia reacendeu as esperanças das 100 pessoas presentes ao ato no dia 14 de junho, na reitoria da UFSCar. O ato teve ampla cobertura da imprensa local, inclusive na TV. Militantes do PSTU, SINTUFSCar, Fasubra, Sindspam, sindicalistas, amigos e lideranças políticas exigiram a punição dos responsáveis. O ato teve ainda a presença de Edson Fermiano, presidente da Câmara Municipal, e da reitoria.
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