Cartas da prisão

Caleta Olivia, Seccional de Policía Cuarta, 28 de setembro de 2004

“Não estamos arrependidas de dar esta batalha”

“Estas três mulheres e mães que hoje temos de ‘pagar’ injustamente com a prisão o simples fato de reclamar por trabalho genuíno, para dar de comer a nossos filhos (…)
Não estamos arrependidas e muito menos envergonhadas de dar esta batalha (…)
Nós, mães e chefes de família, fomos arrancadas de nossos lares de forma violenta, golpeadas diante de nossos filhos e da sociedade como as piores delinqüentes (…)
Mesmo que nos mantenham presas, continuaremos firmes na luta pela dignidade do trabalhador e para que nunca mais este país tenha que chorar as injustiças que padeceu.”

Elsa Orosco, Marcela Constancio, Selva Sánchezto

“Este trabalhador não se vende nem se vence”

“Néstor Carlos Kirchener só tem um ano no governo e continua o trabalho de seus antecessores. ‘Ele não paga a dívida’, só entrega alguns milhões. ‘Ele combate o desemprego’, entrega subsídios e planos. ‘Ele confia em seus planos’, por isso tem o dinheiro de Santa Cruz depositado na Suíça (…)
Por isso e muito mais, companheiros, tenho a dizer a vocês que não temos direito a nada, salvo refletirmos de uma vez por todas e entrarmos em ação e expulsar todos esses vende-pátria e nós, os trabalhadores, tomarmos o verdadeiro poder e fazer valer os nossos direitos.
PS: Onde exista um trabalhador consciente de seus direitos, este trabalhador não se vende nem se vence.”

Jorge Mansilla, militante da FOS
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