Campanha contra redução de direitos será tema de 1º de Maio em São José dos Campos (SP)

Sindicatos da região do Vale do Paraíba realizam, na próxima quinta-feira, um grande ato unificado em São José dos Campos (SP) para marcar o 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador.

A manifestação será realizada às 9 horas, na Praça Pedro Pinto da Cunha, no Jardim Paulista (praça da igreja São Judas Tadeu), em São José.

O ato está sendo organizado pela Conlutas, Sindicato dos Metalúrgicos de São José e região, Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Químicas, Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação, Sindicato dos Correios, Sindicato dos Condutores, Sindicato dos Petroleiros, entre outros.

Este ano, o principal tema da manifestação é a luta contra a redução de salários e o Banco de Horas. Este foi o tema escolhido em razão dos ataques aos direitos dos trabalhadores que estão sendo feitos pelas empresas da região, como a General Motors, Johnson & Johnson, AmBev e empresas de ônibus.

“Há um ataque dos empresários da cidade aos trabalhadores, visando impor o Banco de Horas, reduzir salários e direitos, medidas que são extremamente prejudiciais. Por isso, o momento é de fortalecer a unidade entre todos aqueles que estão na luta contra a flexibilização e intensificar a mobilização para barrar estes ataques da patronal, que tem sido apoiados pelo prefeito e vereadores da cidade”, afirma o diretor do Sindicato e dirigente regional da Conlutas, José Donizete de Almeida.

Já como parte das atividades para marcar o 1º de maio, ocorrerão assembléias e protestos. Nesta terça-feira, dia 29, serão realizadas assembléias na Johnson & Johnson, que está tentando reduzir os salários na fábrica em 38%.

Na quarta-feira, dia 30, será a vez da GM, com assembléias que serão realizadas nos 1º e 2º turnos.

Redução da jornada também será reivindicação
Outra bandeira das manifestações será a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários. Alvo de campanhas por todo o país, a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais geraria R$ 2,2 milhões.

Na região, somente no setor metalúrgico, seriam gerados 4.000 novos empregos.

“A redução da jornada é uma necessidade imperiosa para a classe trabalhadora, pois é a alternativa que pode gerar, de fato, novos empregos, além de evitar demissões quando a crise econômica atingir o país”, afirma o coordenador da Conlutas.

Semana passada, a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) também anunciou seu apoio à campanha, pois é a melhor alternativa para gerar postos de trabalho.