Bahia: Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas se filia à Conlutas

Ana Pagamunici, da Secretaria Executiva da Conlutas
Daniel Romero

Após meses de debate, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (Asprolf), cidade da região metropolitana de Salvador (BA), decidiu no último dia 24, em assembléia, a sua filiação à Conlutas.

A assembleia contou com a participação de representantes da Conlutas, Intersindical, CUT e CTB. A Conlutas foi representada pela companheira Ana Pagamunici, da Secretaria Executiva Nacional (foto). Única mulher presente na mesa, a companheira começou sua fala saudando as mulheres, em uma categoria predominantemente feminina, mas dirigida por homens.

Destacou a presença da Conlutas em todas as lutas e atividades travadas pela categoria nos últimos meses, sendo a única central presente no seu último congresso e nas paralisações da campanha salarial. Na sequência, intercalando com um histórico da formação da entidade, fez a diferenciação da Conlutas com as demais centrais presentes. A companheira Ana também lembrou da tentativa da CUT e CTB de criarem, às escondidas, um outro sindicato na base da categoria, para deslegitimar a Asprolf.

Por fim, afirmou que na mesa havia quatro centrais, mas apenas dois blocos: de um lado, um sindicalismo de colaboração de classes e atrelado ao governo e ao Estado e, de outro, um sindicalismo classista e combativo, e terminou convidando a categoria para participar do Conclat, onde se discutirá a fusão da Conlutas e da Intersindical.

O debate e a votação
Durante o debate, o professor Jorge Garrido (da Conlutas) e outros membros da categoria perguntaram aos representantes da CUT e da CTB se eles iriam fazer na Asprolf a mesma coisa que fazem na APLB, o sindicato dos professores do estado, ou seja, se iriam trair a categoria nos momentos de luta para salvar os governos apoiados pelo PT e PCdoB. A cidade de Lauro de Freitas é dirigida pelo PT e tem representantes do PCdoB no governo, e quase todos os professores de Lauro de Freitas também dão aula no estado, de modo que já conheciam a prática pelega das duas centrais.

Foram apresentadas quatro propostas: 1) Filiação à nova central, que surgiria do Conclat a partir da fusão entre Intersindical e Conlutas, em junho; 2) filiação imediata à CUT; 3) filiação imediata à CTB e 4) Filiação imediata à Conlutas em direção à nova central. Foi vitoriosa a proposta de filiação imediata a Conlutas, que obteve 32 votos. A filiação somente em junho, proposta pelo representante da Intersindical, obteve 19 votos, enquanto a CUT recebeu 01 voto e a CTB não recebeu voto algum.

O resultado demonstra que a categoria escolheu o campo anti-governista para nortear as ações da sua entidade. A filiação imediata à Conlutas fortalece o processo de construção da nova central e possibilita que a entidade, desde a base, construa junto à categoria esse momento ímpar do movimento sindical, não deixando para depois o que é possível fazer agora.

Valdir, presidente da entidade, saudou o resultado da assembleia e acredita que se não tivesse havido a confusão inicial, sobre a filiação imediata ou o aguardo até junho, o mais provável é que a diferença de votos em favor da Conlutas seria muito maior, “principalmente porque a entidade tem conquistado a confiança da categoria por estar presente em todas as nossas lutas”.

Calendário de Lutas
A Asprolf está dando prosseguimento a sua campanha salarial e no dia 10 de março fará atividades no interior das escolas e dia 16 terá paralisação com manifestação em frente à prefeitura.