Ato no Rio reuniu 2.500 pessoas contra o governo e o Congresso

Nesta quinta-feira, 22 de setembro, realizou-se no Rio de Janeiro o ato contra a política econômica do governo e exigindo o fora todos os corruptos. O ato, que faz parte da jornada da Conlutas, foi ganhando adesões de diversos sindicatos e entidades, além de partidos e organizações, como o PSTU, P-SOL, PCB, PCR, MTL e MUS.

As categorias do funcionalismo público federal em greve marcaram forte presença, algumas com colunas organizadas e camisas da greve: Colégio Pedro II, docentes e técnico-administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Sintur – UFRRJ) e funcionários da UFRJ que aprovaram em assembléia, a contra-gosto da direção do sindicato, participar do ato. Também foi numerosa a presença de categorias mobilizadas pelas oposições sindicais ligadas à Conlutas: bancários (que haviam feito paralisação neste dia), correios, petroleiros, justiça federal, funcionários em edifícios e urbanitários.

O governo estadual de Rosinha Garotinho foi muito questionado pelas categorias do funcionalismo estadual que estiveram em grande número: profissionais da educação estadual vindos de diversos municípios (SEPE), serventuários da justiça estadual (Sindjustiça), técnico-administrativos da universidade estadual (Sintuperj), Faetec, guarda dos presídios (Desipe). Outras categorias importantes estiveram bem representadas: seguridade social (que havia feito ato horas antes), Sintrasef (servidores federais da cultura, Incra, etc.), comerciários de Nova Iguaçu, servidores municipais de São Gonçalo, movimento popular, camelôs, movimento das favelas, de desempregados e o comitê de solidariedade do povo palestino.

Como sempre, a juventude foi muito expressiva e animada, reunida principalmente em torno da Conlute (Coordenação de Luta dos Estudantes). Além dos secundaristas, inúmeros centros acadêmicos e diversos DCE´s estiveram presentes, entre eles os da UFRJ, UFF, UFRRJ e da Estácio Nova América.

Um ato pelo Fora Todos
A concentração foi na Candelária, às 16h. Aos poucos foram chegando as categorias, estudantes e delegações de outras cidades: de diversos municípios da baixada, Niterói, São Gonçalo, Região dos Lagos, Friburgo, Norte e Sul Fluminense. A passeata logo tomou a avenida Rio Branco com muitas faixas e bandeiras. A coluna do PSTU, a maior e mais animada, conduzia palavras de ordem que logo deram a cara do ato: “fora já, fora já daqui, Lula, o Congresso e o FMI”. Uma palavra que teve muita receptividade foi uma paródia às campanhas eleitorais de Lula: “olé, olé, olé, olé, olá, fora Lula”. A irreverência também deu o tom do ato, com quadrilha dos patifes, cuecões, máscaras e um boneco de Lula, queimado pelos estudantes.

Na chegada à Cinelândia, realizaram-se as falações finais. Acácio Hermman, da coordenação estadual da Conlutas, e Marcelo Bertolo, da Conlute, constataram a falência da CUT e da UNE, e chamaram a continuidade das mobilizações. Acácio defendeu o fortalecimento da luta dos servidores estaduais, que farão ato dia 26 contra o governo Rosinha Garotinho. O deputado federal Babá falou pelo P-SOL criticando a corrupção e o governo Lula e o PT, e defendeu a política de seu partido, de um plebiscito revogatório.

O presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, afirmou que nossa luta não se limita a pôr para fora somente os corruptos, que é preciso repudiar a política econômica do governo Lula que serve aos banqueiros, latifundiários e FMI e que temos que barrar o acordão que estão preparando no Congresso Nacional, pois “querem punir meia dúzia, para manter intacto o esquema de corrupção”. Zé Maria lembrou ainda que fomos enganados por 20 anos, com a proposta de que a eleição de Lula resolveria nossos problemas e o resultado é que só tivemos corrupção e ataques contra os trabalhadores. Ele defendeu o fim deste governo, mas logo alertou: “não podemos aceitar a oposição de mentirinha, o bloco PSDB-PFL é igualzinho ao do PT. Eles, quando estiveram no governo, roubaram tanto quanto o governo do PT-PCdoB. Temos que pôr para fora o Lula, PT, PFL, PSDB e, através de nossa luta e mobilização, construir um governo socialista dos trabalhadores que faça a reforma agrária, pare de pagar a dívida externa, governe para os trabalhadores e avance para a construção do socialismo”.

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