Ato-festa internacionalista reúne 1.300 pessoas

Ontem à noite, na associação dos servidores do Serpro, realizou-se um grande ato-festa internacionalista do PSTU e da LIT. Compareceram à atividade 1.300 pessoas que dançaram ao som de Wander Wildner, ex-vocalista dos Replicantes.

Ato comemorou 20 anos da LIT QI

O Ato comemorou 20 anos da Liga Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional), organização internacional com a qual o PSTU mantém relações fraternais. Os representantes dos partidos da LIT da Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile, Equador, México, Portugal, Espanha, Bélgica, Alemanha, Rússia e Ucrânia, além de militantes da International Socialist Organization (ISO) e da International Trotskist Oposition (ITO). Também se fizeram presentes militantes da esquerda do PT e sindicalistas da CUT do Brasil.

Todos os companheiros das delegações estrangeiras foram convidados para frente do palco sendo bastante aplaudidos. Enquanto os companheiros das delegações estrangeiras eram apresentados puxavam-se palavras de ordem que lembravam a Quarta Internacional, Leon Trotsky e Nahuel Moreno: “Olê, Olê, Olê, Olá, somos a morte do capital, somos trotsquistas da Quarta Internacional!“ e “Voltamos a recordar, voltamos a recordar o companheiro Moreno construindo a IV Internacional!“

Zé Maria e Cabezas com a palavra

Zé Maria tomou a palavra em nome do PSTU. Em sua fala destacou a importância da construção do partido revolucionário e fez um chamado a todos os presentes que ainda não eram militantes do partido e da internacional a se integrarem em nossas fileiras.

O companheiro Cabezas, representando todos os partidos da LIT QI encerrou o ato. Cabezas lembrou que a LIT nasceu em 1982 depois de uma dura batalha contra o Secretariado Unificado em defesa da estratégia da construção de partidos trotskistas independentes das novas e velhas organizações reformistas.

Disse ainda que, nestes 20 anos, nossa internacional passou por duras provas e que seu maior mérito foi exatamente haver resistido ao revisionismo que tomou conta da maioria das organizações da esquerda revolucionária depois da queda do muro de Berlim e do fim da União Soviética. Isso e a ligação orgânica com o movimento operário foi o que possibilitou que a LIT não somente sobrevivesse como uma organização socialista e revolucionária, mas conseguisse compreender e responder de maneira principista os principais fenômenos da luta de classes e avançasse na construção de seus partidos, a exemplo do PSTU.

Festa foi até o sol raiar

Depois dos discursos, o companheiro Demian tocou a Internacional na guitarra acompanhado pelo coro dos presentes que cantaram ao mesmo tempo e em várias línguas o hino da classe trabalhadora.
Daí por diante foi só festa. Wander Wildner subiu ao palco e mandou brasa. Terminado o show, a festa continuou com muito samba, forró e mais rock. O dia já estava raiando, a cerveja já havia acabado, mas muita gente ainda se encontrava no local. A disposição era tanta que alguns companheiros saíram da associação dos servidores do Serpro direto para as atividades do Fórum.