Ativista Cindy Sheenan é detida em protesto em frente à Casa Branca

Cindy Sheenan, com o retrato de seu filho Casey, morto no Iraque
Foto de arquivo

Cindy Sheenan – a notória “mãe-coragem” norte-americana que fez uma vigília de um mês diante do rancho do presidente George W. Bush, no Texas, em protesto contra a morte do filho no Iraque – foi detida nesta segunda-feira, 26, em Washington. Sheenan participava de uma manifestação em frente à Casa Branca, pela imediata retirada das tropas norte-americanas.

Dois dias antes, a capital dos EUA viu a maior manifestação em solo norte-americano desde o começo da guerra, com Sheenan entre as mais de 200 mil pessoas que rechaçaram a guerra e exigiram mais verbas para os estados atingidos pelo furacão Katrina.

Na segunda-feira, centenas de manifestantes marcharam até a residência presidencial. A organização ‘Unidos pela Paz e pela Justiça´, que convocou o protesto, assinalou que os manifestantes fariam chegar a Bush uma carta com os nomes de soldados norte-americanos e civis iraquianos mortos no conflito. A Casa Branca negou-se a receber os manifestantes, que então decidiram permanecer ali até que fossem recebidos. Sheehan e dezenas de manifestantes sentaram-se na calçada – forma de protesto pacífico identificada como “desobediência civil” – depois de marchar ao largo da Avenida Pennsylvania. A polícia alegou que os manifestantes estavam infringindo a lei “ao obstruir a circulação”, e então começaram as prisões. Sheehan – a mãe de 48 anos – foi a primeira a ser detida.

A mãe do soldado Casey foi multada em 75 mil dólares, por protestar ‘sem permissão´. Ela antecipou que não pagará a multa quando tiver de se apresentar em uma audiência, no dia 16 de novembro, e está pedindo a ajuda de algum advogado que queira desafiar uma lei inconstitucional.

Sheehan disse estar disposta a dedicar o tempo que seja necessário contra ‘essa guerra inútil´. Em Washington, ela levou mensagem contra a guerra ao Capitólio, sede do Congresso, onde recordou aos parlamentares que os EUA “ainda estão em guerra”. Após as nove mortes de norte-americanos no Iraque, no dia 27 de setembro, o índice de mortos supera os 1.900.

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