Assembléia da Construção Civil em Belém abre campanha salarial da categoria

Campanha será mais uma vez unificada; operários exigem dos patrões cesta básica e plano de saúdeMais de 500 trabalhadores da Construção Civil de Belém e Ananindeua estiveram presentes na assembléia realizada pelo sindicato da categoria no dia 8 de julho, quinta-feira, na sede da entidade. A assembléia tinha como pauta o início da campanha salarial 2010 que este ano será mais uma vez unificada.

A direção do sindicato apresentou suas propostas para a campanha deste ano que tem a ver com o piso salarial dos trabalhadores e outras reivindicações históricas da categoria. Pela proposta da direção, o servente de pedreiro que hoje ganha R$ 520,00 passaria a ganhar R$ 610,00; o meio-oficial que ganha hoje R$ 570,00 passaria a ganhar R$ 670,00 e o oficial que hoje recebe um salário de R$ 730,00, passaria a receber R$ 850,00. Também pela proposta da direção, a 1ª faixa passaria a ganhar R$961,00 e a 2ª faixa, R$ 925,00.

Além do aumento do piso salarial da categoria, a direção do sindicato apresentou como proposta que os operários passem a ter plano de saúde pago pelos patrões, bem como cesta básica para cada trabalhador e a mudança da data-base da categoria para 1º de maio. Os trabalhadores aprovaram por unanimidade as propostas da direção.

Na assembléia também foi falado sobre o tema de eleições. Estiveram presentes na assembléia, os candidatos do PSTU às eleições no Pará. Os candidatos da categoria a governador e deputado federal, Cleber Rabelo e Aílson Cunha, respectivamente e o candidato ao senado, o professor Abel Ribeiro.

Cleber Rabelo, servente de pedreiro e candidato ao governo falou sobre as opções da burguesia para a classe trabalhadora no Pará, com as candidaturas de Ana Júlia Carepa do PT, que tentará a reeleição, do ex-governador do estado Simão Jatene do PSDB e de Domingos Juvenil do PMDB, cara nova nas eleições do Pará. “Esses candidatos são todos farinha do mesmo saco, não representam nossos interesses. Nossa candidatura representa uma alternativa socialista, de verdade para a classe trabalhadora do estado do Pará. Trabalhador tem que votar em trabalhador”, disse Cleber.

As resoluções aprovadas na assembléia foram enviadas para o sindicato dos patrões, o Sinduscom, para que eles apreciem as propostas e marquem uma rodada de negociação. Segundo Antônio Francisco, o Zé Gotinha, diretor do sindicato e militante do PSTU: “A idéia é unificar a campanha em todo o estado com os eixos sendo o plano de saúde para a categoria e a cesta básica. Não vamos abrir mão disso“, disse Zé.