Após um ano de lutas, um novo ano de desafios

A Conlutas se firmou em 2007 como alternativa ante a falência da CUT. Este foi o fato mais importante na reorganização do movimento de massas do país. A quase dois anos do Congresso Nacional dos Trabalhadores, o Conat, histórico evento que lançou as bases de uma nova organização para os trabalhadores do país, a Conlutas impulsionou inúmeras mobilizações e se ampliou em diversos setores e categorias de trabalhadores e movimentos sociais.

O ano de 2007 foi crucial para esse processo de construção de uma alternativa real de luta. Demonstrou também a necessidade de uma forte organização combativa e independente do governo, que lute contra os ataques de Lula. Porém, se é verdade que muito se avançou nesses últimos dois anos, é mais verdade ainda que os desafios colocados pela realidade exigem o fortalecimento dessa entidade. É nesse contexto que ocorre o I Congresso da Conlutas, em julho de 2008, na cidade de Betim, Minas Gerais.

Conat, um passo histórico
O Congresso Nacional dos Trabalhadores (Conat), realizado em maio de 2006, marcou a fundação de uma nova entidade, independente e combativa. Foi o coroamento de um processo que vinha se dando há anos, principalmente após a posse de Lula, de reorganização do movimento sindical e popular. Com a CUT convertida num apêndice sindical do governo, atrelada de forma irreversível ao Estado, diversos setores passaram a procurar uma forma de se organizar independentemente do governo.

Tentando evitar a dispersão que o simples rechaço à CUT provocaria, esses setores se lançaram ao desafio de construir uma nova entidade. Desde o início, foi revelado um amplo espaço para essa construção, fruto do desgaste da central cutista e da necessidade de organizar a luta contra os ataques do governo Lula.

O Conat expressou esse espaço, reunindo algo em torno de 3.500 pessoas, sendo mais de 2.700 delegados eleitos em todos os estados do país. A votação mais importante do Congresso foi a fundação oficial da Conlutas como uma entidade sindical e popular, capaz de reunir os lutadores tanto do movimento sindical quanto os ativistas dos movimentos sociais, estudantil e movimentos de combate às opressões, como organizações de luta contra o racismo, o machismo e a homofobia. Porém, o Conat também ficou marcado por imprimir à Coordenação Nacional de Lutas importantes características, como a necessidade da independência de classe e financeira, a luta contra a burocratização e a estratégia de luta pelo socialismo.

Tais princípios mostraram-se fundamentais da fundação da Conlutas até hoje. Com o norte apontado para o classismo e a mobilização, a Coordenação impulsionou e esteve à frente de diversas campanhas e manifestações, credenciando-se cada vez mais como uma alternativa.

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