A mentira da TAM

Aeronaves utilizam a mais alta tecnologia disponível, por isso operam com normas rígidas de segurança. No entanto, a ganância das companhias aéreas pelo lucro coloca em risco a vida de centenas de pessoas. Além de pressionar pela liberação da pista de Congonhas, mesmo com as reforma inacabadas, os executivos da TAM admitiram que o Airbus 320 operava há quatro dias com defeito no sistema que ajuda a frear o avião. Alegaram que os manuais do Airbus permitiam o uso da aeronave até dez dias depois de detectada a falha. Ora, é evidente que, apesar dos manuais, o mais prudente e seguro seria desativar o avião. A TAM, como todas as outras companhias aéreas, pouco ligou para a segurança dos passageiros e da tripulação diante do prejuízo financeiro que teria ao não utilizar a aeronave.

O mais revoltante, porém, é que Marco Antonio Bologna, presidente da TAM, mentiu ao dizer que a aeronave estava em “perfeitas condições”. Nesse momento, Bologna deveria estar na cadeia.

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