A luta pela democracia operária nos sindicatos

A luta pela democracia operária identifica o trotskismo. Nahuel Moreno fazia esta afirmação e agregava: “Nossa verdadeira razão de ser é a luta pela democracia operária (…) Democracia operária para exercer o poder, democracia operária para dirigir os sindicatos (…) Eu noto que este é o ponto que nos diferencia (os trotskistas) em tudo”.

Trotsky travou uma importante batalha contra a contra a burocracia sindical. Enfrentava os sectários que se negavam a entrar nos sindicatos porque estavam dirigidos pela burocracia e os oportunistas que se adaptavam às pressões do aparato.
Assim dizia: “O capitalismo somente pode se manter rebaixando o nível de vida da classe operária. Nestas condições os sindicatos podem transforma-se em organizações revolucionárias ou converter-se em auxiliares do capital na crescente exploração dos operários.

A burocracia sindical que resolveu satisfatoriamente seu próprio problema social, escolheu o segundo caminho. Voltou toda a autoridade acumulada pelos sindicatos contra a revolução socialista e inclusive contra qualquer tentativa dos operários de resistir aos ataques do capital e da reação. A partir deste momento, a tarefa mais importante do partido revolucionário passou a ser a libertação dos operários da influência reacionária da burocracia sindical” .

Trotsky também indicava quais os caminhos para seguir essa luta: “A primeira consigna desta luta é: independência total e incondicional dos sindicatos em relação ao estado capitalista. Isto significa lutar para converter os sindicatos em organismos das grandes massas exploradas e não da aristocracia operária. A segunda consigna é: democracia sindical. Esta segunda consigna se desprende diretamente da primeira e pressupõe para sua realização a independência total dos sindicatos em relação ao estado imperialista colonial”.

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