A importância das candidaturas socialistas

As eleições impressionam por duas questões. Por um lado, uma frieza muito grande, sem comícios, passeatas ou atos. Por outro, a dimensão da anunciada vitória governista.

O governo Lula vai garantindo assim, provavelmente, mais um estelionato eleitoral, semelhante ao realizado por FHC em 1998. Naquele momento, o candidato do PSDB ganhou as eleições já no início de uma crise que não foi sentida pelos trabalhadores antes da votação, mas que logo depois explodiu.
As candidaturas identificadas com o PSTU têm, neste momento, uma tarefa clara: explicar pacientemente essa situação para os trabalhadores e estudantes. Temos a paciência de dialogar com a grande massa que ainda acredita em Lula e está prestes a votar, mais uma vez, nos candidatos governistas.

Queremos seu apoio
Buscamos o apoio dos trabalhadores e estudantes conscientes. Não temos nenhum receio de pedir seu voto. É preciso que a esquerda que realmente defende as posições socialistas tenha peso nessas eleições. Cada voto nos candidatos do PSTU é, desta forma, um duplo ponto de apoio.

Em primeiro lugar, é um ponto de apoio para as lutas concretas dos trabalhadores e estudantes. Nós utilizamos nossa campanha eleitoral a serviço das lutas salariais de metalúrgicos, operários da construção civil, bancários, petroleiros, professores, trabalhadores dos correios, motoristas e outras categorias em todo o país. Abrimos nosso espaço na TV para os sindicatos, ajudamos a convocar as assembléias e apoiamos suas greves. Nossos candidatos em todo o país são dirigentes sindicais identificados com essas lutas.

Em segundo lugar, cada voto é um apoio a um programa socialista. Um programa que, caso não fossem nossas candidaturas, estaria ausente da campanha eleitoral em boa parte do país.

Eles mentem…
O que predomina nessa campanha são candidatos com um programa de direita, sejam de partidos de direita (PSDB, DEM, PMDB), ou da “esquerda” (como PT ou PCdoB). A propaganda dos candidatos é idêntica, na louvação de “tantos hospitais”, “quantas escolas” serão construídas.

Todos eles mentem. E mentem conscientemente. Todos sabem que o orçamento das prefeituras não possibilita fazer um décimo do que propõem. A Lei de Responsabilidade Fiscal, que todos eles aplicam, impede que haja possibilidade de realizar essas promessas para que seja possível continuar pagando a dívida externa e interna.

Todos eles sabem que a crise econômica que está vindo aí, vai se abater sobre o governo central e também sobre os municípios. Isso vai limitar ainda mais qualquer possibilidade de cumprir essas promessas eleitorais.

Os socialistas nas eleições
As candidaturas do PSTU vão alertar sobre a crise e seus riscos, tanto para o país como um todo, como para a economia de cada uma das famílias dos trabalhadores. O endividamento que já existe de muitos deveria apontar para a necessidade de se precaver evitando, por exemplo, a compra de mercadorias caras nesse início da crise. E vão apontar uma saída para a crise.

Nós, socialistas, defendemos um programa dos trabalhadores nessas eleições com o não pagamento das dívidas, a estatização dos bancos e o controle de capitais para enfrentar a crise. E apoiamos as lutas por salário e emprego dos trabalhadores.
Por isso você, que nos acompanha nas lutas, ajude-nos também nas eleições. O seu voto não é um voto perdido. É muito importante que os socialistas tenham seu apoio eleitoral, para manter vivas essas bandeiras. Quanto mais votos tivermos, maior peso terão essas propostas no futuro. Tudo isso será resgatado para fortalecer as ações diretas dos trabalhadores.

Não temos apoio de nenhum setor da burguesia. Orgulhamos-nos de não aceitar o dinheiro da Gerdau ou de qualquer outra empresa. Mantemos a independência financeira, o que é imprescindível para manter nossa independência política em relação a todos os setores da burguesia.

A hora é agora. Leve um pacote de “colinhas” de nossos candidatos para os seus colegas de trabalho, para seus familiares, seus vizinhos. Ajude a manter de pé as bandeiras socialistas nessas eleições.

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