A arte do engano

O objetivo fundamental dos marqueteiros é mexer com a sensibilidade e a percepção do público, ao contrário de levá-lo à reflexão e ao raciocínio. Não se trata de defender um programa, mas emocionar o público e fazer com que ele se identifique com o candidato.

Por mais que os atuais marqueteiros dos partidos burgueses neguem, o “inspirador” de todos é Joseph Goebbels, o todo poderoso ministro da Educação do Povo e da Propaganda do regime nazista, que ajudou a levar (e manter) Hitler ao poder.

Conhecido por sua frase “uma mentira muitas vezes repetidas, torna-se verdade”, Goebbels utilizou-se de todos os meios de comunicação que tinha à mão – rádio, televisão, cinema, cartazes etc – para consolidar as bases do nazismo.

Hoje, esta técnica é usada como mecanismo fundamental da democracia burguesa. Tendo a sua disposição todo dinheiro e tecnologia possível, os marqueteiros do PT, PSDB e todo o resto da corja seguem à risca essas orientações e “leis”, partindo do princípio de que “toda a habilidade da propaganda consiste em fazer-nos acreditar” que os candidatos “não somente defendem nossos interesses, mas também endossam nossas paixões, nossos cuidados, nossas esperanças” (Armando Sant’Anna). Isso é feito com alta tecnologia e com formatos que têm como propósito ganhar o público mais pela emoção do que pela razão.
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